A Motorola Brasil lançou alguns celulares ontem, incluindo o Motorola Charm. Não seria merecedor de maiores comentários se não fosse o parágrafo abaixo, um clássico.
Pelo que entendi, um dos motivos iniciais para o não-upgrade para o 2.2 seria a baixa adesão – menos de 10% – da atualização do Android 2.0 original do Milestone para o 2.1, lançada neste ano. É a prova de que meia dúzia de funções a mais só torna o aparelho melhor para heavy users (que sabem fazer barulho e reclamar online), não pro consumidor médio que dá seus primeiros passos no Android. De qualquer modo, a Motorola diz que ouve o consumidor e quer ser transparente o tempo todo.
Já que temos que começar de algum ponto…
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Pelo que entendi, um dos motivos iniciais para o não-upgrade para o 2.2 seria a baixa adesão – menos de 10% – da atualização do Android 2.0 original do Milestone para o 2.1, lançada neste ano.
Alguém na Motorola Brasil ouviu falar em atualização over-the-air? Pois é, Motorola Brasil, se vocês tivessem liberado a atualização do Milestone brasileiro via OTA os números seriam melhores.
Porque, tirando o iPhone (porque iPhone sem iTunes não rola), TIRANDO OTA NENHUMA OUTRA FORMA DE ATUALIZAÇÃO DE CELULARES FUNCIONA. Simples assim. Repitam comigo. De novo. Repetiram? Ótimo, agora vamos continuar.
Vamos lá, Motorola Brasil, vá aí fora e veja quantos instalaram o programa de gerenciamento desktop que vocês (ou a Nokia, ou a Samsung, ou a LG) disponibilizam; depois, veja quantos USARAM alguma vez o programa de gerenciamento para atualizar o celular.
Agora vá no exterior e veja a taxa de atualização em mercados onde a atualização é feita via OTA.
Então. Vocês vão concordar comigo. Aproveitem e levem esta informação para as operadoras brasileiras, estas definições do termo “energúmeno”.
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É a prova de que meia dúzia de funções a mais só torna o aparelho melhor para heavy users (que sabem fazer barulho e reclamar online), não pro consumidor médio que dá seus primeiros passos no Android.
O meu lado cínico acredita que ninguém da Motorola realmente atualizou para o 2.1. E não vou nem falar das diferenças de desempenho do 2.1 para o 2.2; atualizei o meu velho HTC Magic pro 2.2 (viva Cyanogen) e a diferença de desempenho é muito notável, é quase um outro aparelho, nem parece que já tem mais de um ano e tantinho de vida.
E, no caso do Milestone, é possível dizer que a principal diferença do 2.0 para o 2.1 é: o Milestone passou a ser usável e não um belo brinquedo de, sei lá, 1800 reais.
E isso que não citei o fato de que a Motorola Brasil finge que o bug do music player, que é um bug facilmente reproduzível, não existe, tanto que o Brasil não teve até hoje o update de correção do 2.1…
Quanto aos “heavy users que fazem barulho online”… não são esses que estavam até segunda recomendando o Milestone para o “usuário comum”? Então quer dizer que só servem a favor?
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De qualquer modo, a Motorola diz que ouve o consumidor e quer ser transparente o tempo todo.
Tá. Se quisesse realmente ser transparente, tinha explicado porque o Milestone, o Backflip, o Quench e o Dext brasileiros não eram merecedores de atualização.
Aliás, porque o Backflip, o Quench e o Dext brasileiros foram condenados a ficar no 1.5 pelo resto da vida, hein Motorola Brasil?