Archive for the 'Opinião' category

Milestone brasileiro: Hack ou venda

Aug 24 2010 Published by Cesar Cardoso under Opinião, Software

Com uma rapidez incomum para a Motorola (2 dias desde o último update!), a página de updates foi alterada…

…com a notícia que ninguém queria ler: o Milestone brasileiro/latino-americano NÃO será atualizado para Android 2.2. Aliás, o único Milestone DO MUNDO que está como “não terá atualização”.

Então, quais são as alternativas?

  • Se você estiver com MUITA pressa, a solução possível continua sendo o Motofrenzy.
  • Se você puder esperar um pouco mais e não se importar de ficar sem o seu 3G em 850MHz, o Milestone europeu será atualizado no último trimestre do ano – a se acreditar na Motorola, claro.
  • Se pressa não for seu forte, a promessa da Motorola é atualizar os Milestones da Ásia-Pacífico (incluindo o tailandês) e do Canadá no primeiro trimestre de 2011.
  • Se você estiver disposto a fazer barulho, pode participar de uma campanha para tentar forçar a mudança de posição da Motorola. O usuário do Twitter motoFAIL_BR , inclusive, promete tuitar todos os dias até a Motorola mudar de ideia.
  • Para todos os outros casos, existe a venda, inclusive aproveitando que o Milestone ainda consegue gerar liquidez.

Em todo caso, o conselho deste Pinguins Móveis é: pense duas vezes antes de comprar um Motorola com Android. Se você puder comprar um modelo estrangeiro, a situação fica um pouco melhor, mas não é possível ter a mesma esperança com produto da Motorola Brasil/América Latina.

Lembre-se disso ao ver os comerciais do “Milestone 2″, ou quando os bambas das mídias sociais/blogosfera/tuitosfera/sites de notícias de TI falarem do aparelho.

(dica do Jornal Android)

Se você quiser protestar contra a decisão da Motorola América Latina, uma sugestão de tweet (que, inclusive, usamos) é:

Parabéns @Motorola_BR e @Motorola_LA por darem um excelente motivo
para NÃO comprarem seus produtos #motorolafail

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Como fazer carinha de indignadinho por… nada

Jul 14 2010 Published by Cesar Cardoso under Opinião

ATENÇÃO: Risco de trolling no post. Você foi avisado.

Graças à indignação popular com o bootloader do Droid X ser trancado, ressucitaram um velho post de 5 meses atrás (traduzido, se você não lê inglês).

Ou seja, uma não-notícia.

Porque é algo que a Motorola (com exceção do Droid, que acabou sendo um dispositivo ‘aberto’ pelas graças da pressão do Google) faz há 6 anos: tenta evitar que seus dispositivos com Linux sejam ‘hackeáveis’.

Tentaram na época dos EZX e não conseguiram, graças ao OpenEZX e à falta de recursos técnicos deles.

Tentaram na época do MOTOMAGX, ainda não conheciam como trancar o bootloader, mas para sorte deles o interesse em hackear os MAGX sempre foi bem pequeno.

E aí aprenderam a trancar o bootloader e aplicaram no Milestone.

Nenhum desses aparelhos teve um grande sucesso nos EUA.

Aí veio o Droid X e eles ‘aplicam’ o conhecimento de trancar o usuário. Afeta a americanada. Todo mundo entra em pânico e corre de um lado pro outro.

Há 6 anos a resposta é a mesma: quer um dispositivo hackeável, não compre um Motorola. Compre um dispositivo de hardware aberto. Compre um HTC. Compre um Geeks’Phone One, se você quiser um Android. Mas não compre Motorola. Simples assim.

O resto é choro de quem não conhece a história, ou acha que os problemas só aparecem no mundo quando os afeta.

EDIT: O Droid X vem ainda mais trancado que o Milestone: se ‘suicida’ se bootloader, kernel ou ROM não for o que ele espera.

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Um mundo em que todo mundo programe para seu Android

Jul 12 2010 Published by Cesar Cardoso under Corporações, Hardware, Opinião, Software

Dois movimentos importantes hoje.

O Google lançou o App Inventor, uma maneira fácil de fazer aplicações para Android, uma espécie de mistura de MIT Scratch com o Palm Ares SDK.

É lógico que existe o risco de uma inundação de aplicativos ruins, mas acho que o benefício de trazer para a plataforma uma geração de ‘programadores casuais’ com o melhor candidato que temos no mundo móvel para fazer o papel que o Hypercard fez no mundo Mac (e que, em última análise, manteve a plataforma viva enquanto a Apple batia cabeça) é muito maior – e, imagino, o Google também pensa assim, apesar do discursinho de ser ‘só para fins educativos’ etc.

E sim, eu sou do tempo em que os computadores vinham com BASIC e não existia essa verborragia de padrões e ‘melhores práticas’ que transformou o desenvolvimento corporativo de software no desastre que é hoje em dia.

This video was embedded using the YouTuber plugin by Roy Tanck. Adobe Flash Player is required to view the video.

Enquanto isso, na China, a MediaTek anuncia sua entrada na Open Handset Alliance.

Você nunca ouviu falar da MediaTek, mas… sabe os xing-ling? Pois é, a MediaTek é a empresa que fornece os SoCs usados na maioria deles.

Então fica fácil adivinhar que o resultado provável da entrada da MediaTek na OHA, com o respectivo suporte aos SoCs da empresa, será uma enxurrada de Androids baratos.

Não no barato que estamos acostumados ao falar de smartphones, como 150 libras. Barato tipo preço de telefone ‘comum’ barato, 50, 100 dólares. E aí, com um Android a, sei lá, 50 dólares, acaba qualquer argumento econômico para as operadoras venderem e os clientes comprarem telefones que não sejam smartphones; afinal, um smartphone permite à operadora vender serviços de valor agregado, e ao cliente uma experiência de internet móvel muito melhor. E o Google, claro, vai estar lá mostrando anúncio pra esse povo todo, e coletando a grana dos anunciantes.

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O documento

Jun 21 2010 Published by Cesar Cardoso under Comunidades, Corporações, Opinião, Software

Enfim que estou devendo escrever algo sobre a descoberta de sexta, hora de ‘pagar a dívida’.

***

Gostei muito do que eu li.

Primeiro, por dar uma direção ao Meego para handsets. Sempre tive a impressão de que o Meego para handsets era o ‘patinho feio’ de todo o Meego, perdido entre as confusões corporativas da Nokia e o interesse muito maior da Intel nos netbooks; o documento vazado mostra que o Meego para handhelds não é apenas uma distração da Nokia (como o Maemo, em muitos momentos, pareceu) e da Intel (que poderia simplesmente jogar todo o seu peso no Android para os telefones com Atom).

Segundo, por evitar o NIH. Esta era uma preocupação que eu tinha, particularmente se sabendo que a Nokia – empresa useira e vezeira no NIH – está envolvida no Meego.

Terceiro, por não ser simplesmente uma cópia da concorrência. As features ‘copiadas’ de Android e webOS não invalidam o framework principal, que continua sendo indiscutivelmente Maemo.

***

Por outro lado, o nível de exigência em cima da UI do Meego para handsets aumentou. Não basta simplesmente copiar o sistema de notificação do Android, tem que inovar; não basta simplesmente copiar a visão de cards do task manager do webOS, tem que estender; não basta simplesmente trazer a UI do Maemo, tem que polir.

E tudo isso sem perder de vista o fato de que o Meego não é um “sistema operacional móvel”, com todas as limitações que, digamos, Android ou iOS-ex-iPhoneOS tem, mas um “sistema operacional para dispositivos móveis”, dando uma experiência bem próxima de um sistema operacional ‘para computadores’ sem esquecer as particularidades de netbooks, tablets e smartphones.

É uma tarefa complicada, mas também estou no time do ‘mais otimista mas ainda cauteloso‘.

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Na prateleira…

Apr 12 2010 Published by Cesar Cardoso under Opinião

De nada adiantaram as nossas preces, já que a Palm está realmente à venda.

***

Consideramos que a venda não é uma boa ideia porque uma Palm independente e disposta a inovar, inclusive no relacionamento com os desenvolvedores, é essencial para ajudar a manter os disputantes do mercado de smartphones “na linha” e para provar ser possível usar sistemas mantidos pela comunidade (lembrem-se que a base do webOS é o OpenEmbedded) em produtos comerciais de massa.

***

Óbvio que, por enquanto, não passa de especulação, mas os candidatos estão postos, com Lenovo e HTC, aparentemente, assumindo a dianteira.

Nós do Pinguins Móveis torcemos para a HTC comprar a Palm. Por um motivo simples: patentes.

Infelizmente vivemos num mundo em que a inovação é limitada pela prostituição do sistema de patentes; um dos efeitos colaterais é a transformação de patentes em munição para intimidar potenciais concorrentes. É exatamente o que a Apple, no seu novo papel de salvadora dos extorsivos negócios de mídia da era industrial e limitadora da inovação da era pós-industrial, está fazendo com o Android, via HTC – intimidar quem quer usar um sistema que estimule a inovação e, portanto, a criação de novos modelos de negócio.

A Palm tem um vasto arsenal de patentes, e usou este vasto arsenal para impedir que a Apple iniciasse uma guerra com ela por conta da sincronização por meios ‘alternativos’ do Palm Pre com o iTunes.

Este arsenal de patentes serviria para a HTC faria a Apple pensar duas vezes antes de continuar o comportamento de bullying.

(É óbvio que tem o efeito colateral da HTC poder dedicar mais recursos, recursos que a Palm não tem, ao webOS.)

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Palm, we stand by you

Mar 21 2010 Published by Cesar Cardoso under Opinião

Sim, Palm.

Sabemos que seus resultados não foram bons, e que você mesmo sabe que as coisas não vão melhorar no próximo trimestre (e não adianta chorar porque o Droid saiu antes dos Plus).

Mas não fazemos parte da turma do “a Palm não tem salvação“, “a Palm vai quebrar” ou mesmo “o Google deveria comprar a Palm“. Pelo contrário, estamos felizes que a Elevation Partners continua do lado da empresa.

São necessárias correções de rumo? Sim, certamente, e um bom começo é prestar atenção neste (surpreendemente bom e equilibrado, em se lembrando da história de brigas entre os dois) artigo do Engadget.

O mais importante, no entanto, é que este Pinguins Móveis está do lado da Palm como uma empresa que é capaz de inovar no mercado de smarts e que usa uma excelente base (OpenEmbedded). Realmente esperamos que a Palm se recupere… e lance seus webOS no Brasil ;-)

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Uma cara

Mar 15 2010 Published by Cesar Cardoso under Comunidades, Corporações, Opinião

Muito boa sorte a Tim Bray, que alterou seu vCard (ou Linkedin, a gosto do freguês) para ser Developer Advocate no Google, com foco em Android. O trabalho é duro, de fazer o Google tratar pelo menos decentemente a comunidade em torno do sistema.

E como the world is not enough, tem um ataque visível e aberto ao inimigo na guerra Apple-Google (cada vez mais violenta, aliás).

Offtopic de passagem: o último a sair da Sun-Oracle apaga a luz.

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MeeGo… e agora?

Feb 17 2010 Published by Cesar Cardoso under Opinião

Um pouco mais de MeeGo.

Empresarialmente, unir Moblin e Maemo faz todo o sentido, porque unifica todos os esforços do “Linux-não-Google”, em torno de coisas que o Google não vai conseguir entregar facilmente: desenvolvimento nativo, utilização de componentes “padronizados” (por exemplo Qt e RPM), aplicabilidade em um campo de dispositivos vasto (netbooks, tablets, telefones etc e tal); e se você se esquece disso, toda hora está sendo lembrados pelos posts de evangelização da Linux Foundation, via Linux.com.

Tenho certeza que a junção do apoio da Nokia à comunidade Maemo e do trabalho da Intel no Moblin (que nunca teve uma comunidade, pra sermos bem honestos) resultará numa comunidade forte (descontentes à parte), apoiada por grandes empresas e capaz de se tornar uma alternativa viável à concorrẽncia.

(Aliás, por este olhar, o MeeGo é muito pior para a LiMo Foundation que para o Android; a LiMo continua sem um grande ‘patrocinador’ no mundo Linux, a ACCESS continua sem convencer os fabricantes a adotarem o ALP, o Emblaze Else continua sem muito crédito e o fracasso do Vodafone 360 não ajuda na hora de convencer as operadoras que elas deveriam adotar as plataformas da LiMo para vender seus próprios terminais.)

Está tudo muito bom, bom, está tudo muito bem, bem, mas realmente, mas realmente…

…existem as questões em aberto.

  1. Porque uma união dessa magnitude pegou todo mundo de surpresa, com um anúncio na MWC? Esse é um problema que não existiria se o Maemo não tivesse uma comunidade, mas a comunidade Maemo já existia, era ativa e, nas comunidades do software livre, ninguém gosta de ser surpeendido com uma mudança dessa magnitude. Pelo menos os líderes da comunidade Maemo, ao que parece, foram avisados.
  2. Quem garante que os planos técnicos para o MeeGo não mudarão? É verdade que quebras de compatibilidade retroativa são fatos da vida no software livre, é verdade que já se sabia que haveria uma segunda quebra seguida no Harmattan, mas de qualquer maneira a Nokia+Intel poderiam pelo menos ouvir o choro dos desenvolvedores e garantir uma estabilidade no MeeGo.
  3. E o N900? Todo mundo já sabia que o N900 era o “step 4 of 5″, um beta do que o Maemo faria nos Nseries da Nokia. Mas outro “beta device”, o T-Mobile G1/HTC Dream, ganhou mais upgrades de sistema do que Google, HTC e T-Mobile gostariam; em vez de ficar no Android 1.1 (que seria o que ele teria mesmo), conseguiu o update para o 1.6 graças à pressão da comunidade. É esta pressão que levou a alguns aparelhos, que de outra forma ficariam parados no 1.5, terem ao menos a promessa (em alguns casos se cumprindo) do 2.1. Já no N900… só as evasivas da Nokia. Hora da pressão da comunidade, certo?

Como acho que voltaremos ao assunto MeeGo muito brevemente, este post fica por aqui =)

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Segundo semestre, é Google Brasil?

Jan 24 2010 Published by Cesar Cardoso under Hardware, Opinião

O presidente do Google Brasil teria declarado que o Nexus One chega à Terra de Vera Cruz no segundo semestre.

Ótima notícia.

Mas o Google Brasil precisa fazer sua parte para recepcionar o Nexus One.

Por exemplo, permitindo aos desenvolvedores brasileiros fazerem aplicações pagas e aplicações targeted para o Brasil.

Ou então – ainda mais simples, ridiculamente simples -que a pessoa possa se cadastrar no Google Checkout sem precisar fingir que é da Albânia porque o formulário não entende os endereços brasileiros (e, o que é mais ridículo, depois que você se inscreve você pode modificar seu endereço para um endereço brasileiro correto.)

Eu quero acreditar no Google Brasil. Quero acreditar que eles vão fazer esse trabalho. E aí eu lembro que são os mesmos que deram de mão beijada para a Polícia Federal o sonho de todo policial – ter superpoderes no Orkut pra fazer o que bem entender – por se esconder das suas obrigações na rede social de mantê-la limpa de criminosos. E aí eu lembro de que ninguém no Google Brasil foi visto até hoje falando sobre Android. E por aí vai. Racionalmente falando, a declaração do presidente do Google Brasil é só uma bravata de uma empresa que não é confiável e não deve ser levada a sério.

Mas aí entra o emocional, e o emocional berra: Eu quero estar errado sobre o comprometimento andróide do Google Brasil. Quero quebrar a cara por causa disso. I want to believe.

Vamos ver quem vence.

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Prêmios Pinguins Móveis 2009

Mantendo uma tradição deste blog e usando a mesma técnica que usamos ano passado, vamos aos Prêmios Pinguins Móveis.

Perdedores 2009

  • Wiz. O sucessor ‘oficial’ do GP2X foi atropelado pelo drama em torno do OpenPandora e pelo furacão Dingoo.
  • OpenPandora. Pelo drama que se formou em torno do lançamento dele.
  • Quem esperava contar logo e de maneira relativamente fácil com um telefone com software 100% livre. Sim, existem alguns sinais animadores (a quantas anda o interesse do LSI/USP, aliás?), mas desde a saída da OpenMoko Inc para outros mercados claramente houve um esfriamento do movimento. E não, não existe nada tão livre quanto é/era o OpenMoko.
  • Android e {Open Source, Free Software}. Eu não vou ficar repetindo aqui o quanto o Google apanha quando se junta estas palavras. É um problema conhecido e reconhecido.

Vencedores 2009

  • Maemo. Porque, até agora, todos estão amando o N900, com todos os problemas dele – incluindo o fato do Maemo 5 ser definido pela própria Nokia um sistema de transição. E, a cada vez que isso acontece, a ala da Nokia que gostaria que o tempo passasse logo e o Symbian^4 chegasse para reunificar tudo fica com a posição mais complicada de defender.
  • Moblin. Por ter saído dos powerpoints da Intel para se tornar um framework rápido e usável em praticamente qualquer netbook.
  • Palm webOS. Porque ressucitou a Palm. Porque é o primeiro grande caso do OpenEmbedded. Porque tem uma UI que está todo mundo correndo atrás. Porque está obrigando a Palm a ser mais amiga dos desenvolvedores do que a própria Palm gostaria.
  • Motorola. Afinal, de onde menos se esperava, sai o DROID/Milestone, o grande telefone de 2009.
  • LiMo Foundation. Porque agora tem um futuro, um mercado: as operadoras que precisam ter uma carta pra jogar caso o Google e a Apple continuem se aproximando perigosamente do negócio deles.

Surpresa 2009 e Inovador 2009

  • litl Webbook. Software inovador, hardware inovador; pena, mais uma vez, que seja tão caro, seria o internet appliance perfeito.

Comunidade 2009

  • Modders Android. Como se não bastasse o fato de virarem praticamente todos os andróides de ponta-cabeça, ainda obrigaram o Google a descer do pedestal.

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