Pinguins Móveis

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Opinião

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MeeGo… e agora?

Wednesday, February 17th, 2010

Um pouco mais de MeeGo.

Empresarialmente, unir Moblin e Maemo faz todo o sentido, porque unifica todos os esforços do “Linux-não-Google”, em torno de coisas que o Google não vai conseguir entregar facilmente: desenvolvimento nativo, utilização de componentes “padronizados” (por exemplo Qt e RPM), aplicabilidade em um campo de dispositivos vasto (netbooks, tablets, telefones etc e tal); e se você se esquece disso, toda hora está sendo lembrados pelos posts de evangelização da Linux Foundation, via Linux.com.

Tenho certeza que a junção do apoio da Nokia à comunidade Maemo e do trabalho da Intel no Moblin (que nunca teve uma comunidade, pra sermos bem honestos) resultará numa comunidade forte (descontentes à parte), apoiada por grandes empresas e capaz de se tornar uma alternativa viável à concorrẽncia.

(Aliás, por este olhar, o MeeGo é muito pior para a LiMo Foundation que para o Android; a LiMo continua sem um grande ‘patrocinador’ no mundo Linux, a ACCESS continua sem convencer os fabricantes a adotarem o ALP, o Emblaze Else continua sem muito crédito e o fracasso do Vodafone 360 não ajuda na hora de convencer as operadoras que elas deveriam adotar as plataformas da LiMo para vender seus próprios terminais.)

Está tudo muito bom, bom, está tudo muito bem, bem, mas realmente, mas realmente…

…existem as questões em aberto.

  1. Porque uma união dessa magnitude pegou todo mundo de surpresa, com um anúncio na MWC? Esse é um problema que não existiria se o Maemo não tivesse uma comunidade, mas a comunidade Maemo já existia, era ativa e, nas comunidades do software livre, ninguém gosta de ser surpeendido com uma mudança dessa magnitude. Pelo menos os líderes da comunidade Maemo, ao que parece, foram avisados.
  2. Quem garante que os planos técnicos para o MeeGo não mudarão? É verdade que quebras de compatibilidade retroativa são fatos da vida no software livre, é verdade que já se sabia que haveria uma segunda quebra seguida no Harmattan, mas de qualquer maneira a Nokia+Intel poderiam pelo menos ouvir o choro dos desenvolvedores e garantir uma estabilidade no MeeGo.
  3. E o N900? Todo mundo já sabia que o N900 era o “step 4 of 5″, um beta do que o Maemo faria nos Nseries da Nokia. Mas outro “beta device”, o T-Mobile G1/HTC Dream, ganhou mais upgrades de sistema do que Google, HTC e T-Mobile gostariam; em vez de ficar no Android 1.1 (que seria o que ele teria mesmo), conseguiu o update para o 1.6 graças à pressão da comunidade. É esta pressão que levou a alguns aparelhos, que de outra forma ficariam parados no 1.5, terem ao menos a promessa (em alguns casos se cumprindo) do 2.1. Já no N900… só as evasivas da Nokia. Hora da pressão da comunidade, certo?

Como acho que voltaremos ao assunto MeeGo muito brevemente, este post fica por aqui =)

Segundo semestre, é Google Brasil?

Sunday, January 24th, 2010

O presidente do Google Brasil teria declarado que o Nexus One chega à Terra de Vera Cruz no segundo semestre.

Ótima notícia.

Mas o Google Brasil precisa fazer sua parte para recepcionar o Nexus One.

Por exemplo, permitindo aos desenvolvedores brasileiros fazerem aplicações pagas e aplicações targeted para o Brasil.

Ou então – ainda mais simples, ridiculamente simples -que a pessoa possa se cadastrar no Google Checkout sem precisar fingir que é da Albânia porque o formulário não entende os endereços brasileiros (e, o que é mais ridículo, depois que você se inscreve você pode modificar seu endereço para um endereço brasileiro correto.)

Eu quero acreditar no Google Brasil. Quero acreditar que eles vão fazer esse trabalho. E aí eu lembro que são os mesmos que deram de mão beijada para a Polícia Federal o sonho de todo policial – ter superpoderes no Orkut pra fazer o que bem entender – por se esconder das suas obrigações na rede social de mantê-la limpa de criminosos. E aí eu lembro de que ninguém no Google Brasil foi visto até hoje falando sobre Android. E por aí vai. Racionalmente falando, a declaração do presidente do Google Brasil é só uma bravata de uma empresa que não é confiável e não deve ser levada a sério.

Mas aí entra o emocional, e o emocional berra: Eu quero estar errado sobre o comprometimento andróide do Google Brasil. Quero quebrar a cara por causa disso. I want to believe.

Vamos ver quem vence.

Prêmios Pinguins Móveis 2009

Monday, January 11th, 2010

Mantendo uma tradição deste blog e usando a mesma técnica que usamos ano passado, vamos aos Prêmios Pinguins Móveis.

Perdedores 2009

  • Wiz. O sucessor ‘oficial’ do GP2X foi atropelado pelo drama em torno do OpenPandora e pelo furacão Dingoo.
  • OpenPandora. Pelo drama que se formou em torno do lançamento dele.
  • Quem esperava contar logo e de maneira relativamente fácil com um telefone com software 100% livre. Sim, existem alguns sinais animadores (a quantas anda o interesse do LSI/USP, aliás?), mas desde a saída da OpenMoko Inc para outros mercados claramente houve um esfriamento do movimento. E não, não existe nada tão livre quanto é/era o OpenMoko.
  • Android e {Open Source, Free Software}. Eu não vou ficar repetindo aqui o quanto o Google apanha quando se junta estas palavras. É um problema conhecido e reconhecido.

Vencedores 2009

  • Maemo. Porque, até agora, todos estão amando o N900, com todos os problemas dele – incluindo o fato do Maemo 5 ser definido pela própria Nokia um sistema de transição. E, a cada vez que isso acontece, a ala da Nokia que gostaria que o tempo passasse logo e o Symbian^4 chegasse para reunificar tudo fica com a posição mais complicada de defender.
  • Moblin. Por ter saído dos powerpoints da Intel para se tornar um framework rápido e usável em praticamente qualquer netbook.
  • Palm webOS. Porque ressucitou a Palm. Porque é o primeiro grande caso do OpenEmbedded. Porque tem uma UI que está todo mundo correndo atrás. Porque está obrigando a Palm a ser mais amiga dos desenvolvedores do que a própria Palm gostaria.
  • Motorola. Afinal, de onde menos se esperava, sai o DROID/Milestone, o grande telefone de 2009.
  • LiMo Foundation. Porque agora tem um futuro, um mercado: as operadoras que precisam ter uma carta pra jogar caso o Google e a Apple continuem se aproximando perigosamente do negócio deles.

Surpresa 2009 e Inovador 2009

  • litl Webbook. Software inovador, hardware inovador; pena, mais uma vez, que seja tão caro, seria o internet appliance perfeito.

Comunidade 2009

  • Modders Android. Como se não bastasse o fato de virarem praticamente todos os andróides de ponta-cabeça, ainda obrigaram o Google a descer do pedestal.

Algo inteligente e que faz sentido sobre o Nexus One

Wednesday, December 16th, 2009

There might be a strategy here that allows for this to happen — I can even think of one or two — but until someone can give me a ten-word answer to how Mountain View can manage to build an ecosystem while trying to compete with it, I will remain skeptical that the Google Phone ever comes to market.

Michael Gartenberg, Entelligence: A Google Phone could be the death of Android, no Engadget. (Aliás, o artigo em si é leitura obrigatória pros que vivem na fofosfera google)

Ninguém se entende sobre o Nexus One

Monday, December 14th, 2009

Enfim, o dia foi cheio de coisas sobre o Nexus One. Cheio não, entupido.

O dia começou com fotos e fotos do Android 2.1 do Nexus One em operação; se você quiser um spoiler, aí vai um: não tem nada assim muito diferente do Android 2.0 do Milestone/Droid.

Depois, informação mais precisa. Aliás, bem mais precisa: o Nexus One passou pelo FCC. Com 3G 900/1700/2100, o que nos EUA se traduz por T-Mobile; traduzindo, apareceu mais uma parceria entre o Google e os magenta de Bonn; tanto que alguns falam em lançamento já dia 5 de janeiro.

É óbvio que existe muito wishful thinking em toda a história do Nexus One; não seria o primeiro “Google Phone” (existiram antes o ADP1 e o Google Ion) nem o primeiro a sair ‘do jeito que o Google queria’  (ahn, T-Mobile G1 e Motorola Droid). A questão é que existe um desejo (um telefone do Google) alimentado por um fato real (a dificuldade quase autista do Google de se comunicar) e, até que a verdade apareça, as especulações continuarão soltas.

Dell mini3ix e a vitória da preguiça

Thursday, December 3rd, 2009

O mundinho geek-gadgeteiro brasileiro entrou em polvorosa ontem com o aparecimento desta foto:

Dell mini3ix. Foto do Zumo.

Dell mini3ix. Foto do Zumo.

O hands-on do Dell mini3ix pelo Zumo provocou muito alvoroço por aí. Neste Pinguins Móveis? Só a certeza que a Dell tem preguiça. Muita preguiça.

É verdade que o Android, na sua essência, é open source (AOSP), ou seja, qualquer um pode pegar o fonte e portar para seu dispositivo (boa sorte), e sabe que não vai ter nem os aplicativos Google nem o Android Market; sempre é possível usar o Gmail via IMAP e usar as app stores alternativas SlideME e AndAppStore, mas ainda não existe substituto para o Google Sync.

Também é verdade que o 3ix é simplesmente a versão ‘resto do mundo’ do 3i chinês, que roda a variante de Android que é o OMS/Ophone da China Mobile.

E onde entra a preguiça? Simples. A Dell, em vez de fazer algo diferente, simplesmente pegou a interface do OPhone e portou para o AOSP, retirando as poucas coisas interessantes da interface da CMCC e deixando apenas o jeito de clone do iPhone. E jogou o 3ix no mercado.

Desculpe, Dell, de produto feito por equipe preguiçosa quero distância. Voltem quando fizerem o dever de casa, tá?

Conversa de pinguins: a balada do Éclair

Monday, October 19th, 2009

Agora não tem jeito, o Eclair está entre nós, depois de um fim-de-semana cuja ebulição se estendeu até esta segunda de manhã, com o hands-on do Motorola Droid pelo Boy Genius e mais informações, incluindo mudança de nome, do Sony Ericsson “Rachael”XPERIA X3XPERIA X10.

O aparecimento repentino do Eclair, depois dos diversos problemas do Donut (atrasos no lançamento do SDK, desenvolvedores pegos de surpresa por falta de informação das mudanças etc), deixa algumas questões no ar.

  1. O Android 1.x está em dispositivos, em geral, Qualcomm MSM72xx. Os dispositivos que, sabe-se (Motorola Droid) ou especula-se (SE XPERIA X3/X10, HTC Dragon), virão com OMAP3430 (Droid) ou Snapdragon. Será que o Android 2.0 virá com customizações para esses chips mais novos e, portanto, será o fim de linha para a primeira geração Android?
  2. O XPERIA X10 só deve sair em janeiro, o Dragon sabe-se lá, mas o Droid deve sair em novembro. O code drop do SDK sai antes do Droid ou o Android 2.x foi acelerado por causa da Verizon?
  3. O Google vai continuar suportando o SDK do Android 1.x por um longo tempo? Vai ter um “caminho de saída” pro 2.x?

Bem, poderia fazer mais perguntas, mas pra começar está bom.

Impressões bem rápidas: Samsung i7500 Galaxy e SHR

Monday, October 12th, 2009

Duas impressões rápidas (leia-se: não duraram mais que 5 minutos) que tive a oportunidade de fazer neste feriado.

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Primeiro, foi o Samsung i7500 Galaxy, na loja da TIM.

Hardware: é um telefone bom de pegar, bem construído, se tem uma coisa de que não se pode acusar a Samsung é fazer telefones high-end de qualidade que não seja excelente. A tela é incrivelmente gostosa de mexer, dá vontade de passar o tempo todo passando o dedo na tela pra lá e pra cá.

Software: como se sabe, a Samsung escolheu colocar um Android quase-padrão no Galaxy; para completar o minimalismo, a TIM escolheu colocar o mínimo possível de crapware de operadora no telefone, tem alguns atalhos e dois widgets, um de acesso rápido e um de jabá. O sistema me pareceu bem rápido, sem grandes lags. Tem o Android Market, portanto rola de baixar, por exemplo, o Documents to Go para ler arquivos. O espaço para baixar arquivos chega a 1GB, portanto os outros 7GB dos 8GB do aparelho funcionam como um cartão de memória externa.

***

Segundo, o SHR, no Freerunner da Fujii. O teclado virtual é terrível, a interface de usuário ainda precisa de polimento e bugs pululam em grande quantidade, mas enfim, já é possível usar um telefone 100% livre para as tarefas básicas de telefonia.

O futuro da LiMo Foundation

Thursday, September 24th, 2009

Boy Genius, mais uma vez, acertou na mosca: saiu hoje o Vodafone H1 e o Vodafone M1 com Vodafone 360.

O mais importante, claro, é o caminho por onde a LiMo Foundation pode prosperar como algo mais relevante que publicadora de estudos: como base para as operadoras implementarem suas soluções.

Porque, afinal, estamos num mundo em que, desde o lançamento do iPhone, as operadoras estão sendo relegadas ao papel de dumb pipes; e, para a Vodafone, um cliente que deixe de ficar preso no ecossistema da Apple, da Palm ou da Motorola (e, portanto, livres para trocarem de operadora caso achem uma oferta qualquer) e fique preso no ecossistema dela é um cliente garantido.

Conversa de pinguins: não me convence

Wednesday, September 23rd, 2009

(Sim, a tag era anteriormente conhecida como Análise de Segunda)

Não sei qual é a lógica de uma eventural rumorosa compra da Palm pela Nokia. Até porque, vamos e venhamos, tirando “alguém realizar lucros com as ações da Palm”, não tem lógica. Sério. Passei boa parte da manhã tentando identificar onde as tecnologias do webOS se encaixariam no Maemo; claro que não consegui.