Pinguins Móveis

...Seguindo o Linux nos dispositivos portáteis

Opinião

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Ninguém se entende sobre o Nexus One

Monday, December 14th, 2009

Enfim, o dia foi cheio de coisas sobre o Nexus One. Cheio não, entupido.

O dia começou com fotos e fotos do Android 2.1 do Nexus One em operação; se você quiser um spoiler, aí vai um: não tem nada assim muito diferente do Android 2.0 do Milestone/Droid.

Depois, informação mais precisa. Aliás, bem mais precisa: o Nexus One passou pelo FCC. Com 3G 900/1700/2100, o que nos EUA se traduz por T-Mobile; traduzindo, apareceu mais uma parceria entre o Google e os magenta de Bonn; tanto que alguns falam em lançamento já dia 5 de janeiro.

É óbvio que existe muito wishful thinking em toda a história do Nexus One; não seria o primeiro “Google Phone” (existiram antes o ADP1 e o Google Ion) nem o primeiro a sair ‘do jeito que o Google queria’  (ahn, T-Mobile G1 e Motorola Droid). A questão é que existe um desejo (um telefone do Google) alimentado por um fato real (a dificuldade quase autista do Google de se comunicar) e, até que a verdade apareça, as especulações continuarão soltas.

Dell mini3ix e a vitória da preguiça

Thursday, December 3rd, 2009

O mundinho geek-gadgeteiro brasileiro entrou em polvorosa ontem com o aparecimento desta foto:

Dell mini3ix. Foto do Zumo.

Dell mini3ix. Foto do Zumo.

O hands-on do Dell mini3ix pelo Zumo provocou muito alvoroço por aí. Neste Pinguins Móveis? Só a certeza que a Dell tem preguiça. Muita preguiça.

É verdade que o Android, na sua essência, é open source (AOSP), ou seja, qualquer um pode pegar o fonte e portar para seu dispositivo (boa sorte), e sabe que não vai ter nem os aplicativos Google nem o Android Market; sempre é possível usar o Gmail via IMAP e usar as app stores alternativas SlideME e AndAppStore, mas ainda não existe substituto para o Google Sync.

Também é verdade que o 3ix é simplesmente a versão ‘resto do mundo’ do 3i chinês, que roda a variante de Android que é o OMS/Ophone da China Mobile.

E onde entra a preguiça? Simples. A Dell, em vez de fazer algo diferente, simplesmente pegou a interface do OPhone e portou para o AOSP, retirando as poucas coisas interessantes da interface da CMCC e deixando apenas o jeito de clone do iPhone. E jogou o 3ix no mercado.

Desculpe, Dell, de produto feito por equipe preguiçosa quero distância. Voltem quando fizerem o dever de casa, tá?

Conversa de pinguins: a balada do Éclair

Monday, October 19th, 2009

Agora não tem jeito, o Eclair está entre nós, depois de um fim-de-semana cuja ebulição se estendeu até esta segunda de manhã, com o hands-on do Motorola Droid pelo Boy Genius e mais informações, incluindo mudança de nome, do Sony Ericsson “Rachael”XPERIA X3XPERIA X10.

O aparecimento repentino do Eclair, depois dos diversos problemas do Donut (atrasos no lançamento do SDK, desenvolvedores pegos de surpresa por falta de informação das mudanças etc), deixa algumas questões no ar.

  1. O Android 1.x está em dispositivos, em geral, Qualcomm MSM72xx. Os dispositivos que, sabe-se (Motorola Droid) ou especula-se (SE XPERIA X3/X10, HTC Dragon), virão com OMAP3430 (Droid) ou Snapdragon. Será que o Android 2.0 virá com customizações para esses chips mais novos e, portanto, será o fim de linha para a primeira geração Android?
  2. O XPERIA X10 só deve sair em janeiro, o Dragon sabe-se lá, mas o Droid deve sair em novembro. O code drop do SDK sai antes do Droid ou o Android 2.x foi acelerado por causa da Verizon?
  3. O Google vai continuar suportando o SDK do Android 1.x por um longo tempo? Vai ter um “caminho de saída” pro 2.x?

Bem, poderia fazer mais perguntas, mas pra começar está bom.

Impressões bem rápidas: Samsung i7500 Galaxy e SHR

Monday, October 12th, 2009

Duas impressões rápidas (leia-se: não duraram mais que 5 minutos) que tive a oportunidade de fazer neste feriado.

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Primeiro, foi o Samsung i7500 Galaxy, na loja da TIM.

Hardware: é um telefone bom de pegar, bem construído, se tem uma coisa de que não se pode acusar a Samsung é fazer telefones high-end de qualidade que não seja excelente. A tela é incrivelmente gostosa de mexer, dá vontade de passar o tempo todo passando o dedo na tela pra lá e pra cá.

Software: como se sabe, a Samsung escolheu colocar um Android quase-padrão no Galaxy; para completar o minimalismo, a TIM escolheu colocar o mínimo possível de crapware de operadora no telefone, tem alguns atalhos e dois widgets, um de acesso rápido e um de jabá. O sistema me pareceu bem rápido, sem grandes lags. Tem o Android Market, portanto rola de baixar, por exemplo, o Documents to Go para ler arquivos. O espaço para baixar arquivos chega a 1GB, portanto os outros 7GB dos 8GB do aparelho funcionam como um cartão de memória externa.

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Segundo, o SHR, no Freerunner da Fujii. O teclado virtual é terrível, a interface de usuário ainda precisa de polimento e bugs pululam em grande quantidade, mas enfim, já é possível usar um telefone 100% livre para as tarefas básicas de telefonia.

O futuro da LiMo Foundation

Thursday, September 24th, 2009

Boy Genius, mais uma vez, acertou na mosca: saiu hoje o Vodafone H1 e o Vodafone M1 com Vodafone 360.

O mais importante, claro, é o caminho por onde a LiMo Foundation pode prosperar como algo mais relevante que publicadora de estudos: como base para as operadoras implementarem suas soluções.

Porque, afinal, estamos num mundo em que, desde o lançamento do iPhone, as operadoras estão sendo relegadas ao papel de dumb pipes; e, para a Vodafone, um cliente que deixe de ficar preso no ecossistema da Apple, da Palm ou da Motorola (e, portanto, livres para trocarem de operadora caso achem uma oferta qualquer) e fique preso no ecossistema dela é um cliente garantido.

Conversa de pinguins: não me convence

Wednesday, September 23rd, 2009

(Sim, a tag era anteriormente conhecida como Análise de Segunda)

Não sei qual é a lógica de uma eventural rumorosa compra da Palm pela Nokia. Até porque, vamos e venhamos, tirando “alguém realizar lucros com as ações da Palm”, não tem lógica. Sério. Passei boa parte da manhã tentando identificar onde as tecnologias do webOS se encaixariam no Maemo; claro que não consegui.

Pinguins soltos

Monday, September 14th, 2009

Pra começar, recadinho pra quem quer que esteja hypando o lançamento andróide da HTC na quinta: pô, todo mundo sabe que é o Magic :-P

E já que falamos em HTC e Android, a nova versão do firmware do Hero, já vazado há alguns dias, começou a pipocar pelo mundo afora, e todos ficaram felizes, porque o bicho é realmente bem mais rápido MESMO, que o diga quem está usando alguma versão mais nova de alguma ROM de Hero para os Magic 32A (os de 288MB de RAM).

Se você estiver, ou morar, em Nova Iorque e tiver tempo de ir à loja da Nokia, tem um N900 lá pra você brincar. Quem sabe, amigo leitor que mora nos EUA, brincando um pouco com um N900 você se anima a comprar um a partir do dia 27? Ou mesmo participar do NOKIA PUSH N900?

E, se alguém ainda assiste Heroes, fica a dica do aparecimento do Palm Pre.

Brincando com fogo

Thursday, August 20th, 2009

Passou batido no post anterior, mas agora vai.

Eldar Murtazin diz que a Samsung está desenvolvendo uma plataforma própria, baseada em Linux, para seus high-ends.

Linux “in house”. Só eu que tive EZX/MOTOMAGX feelings?

Será o suficiente?

Wednesday, August 19th, 2009

Um prólogo para entender este post.

Desde 2007, uma lenta mas importante mudança tem ocorrido no mundo celular, com o centro de gravidade saindo da Europa para os EUA em sofware (Apple, Google, RIM, Palm) e para o Extremo Oriente em hardware (Samsung, LG, HTC, ZTE, Huawei, Pantech); dois anos depois do furacão iPhone, somente a Nokia e o S60 se mantiveram de pé no Velho Continente, com UIQ e Siemens fora, Sony-Ericsson na UTI e os fabricante europeus médios dizimados. Isso não é novidade; aconteceu na indústria de microcomputadores nos anos 90 e volta a acontecer à medida em que a indústria de telecom se parece mais e mais com a indústria de computadores.

Além disso, a própria Nokia não anda “bem na fita”; os resultados pouco animadores do N97 certamente ligaram o sinal de alerta em Espoo. Não é surpreendente, então, que se aceleraram nos últimos tempos os “leaks” do RX-51 e do Maemo Fremantle.

A Nokia joga sua sobrevivência no mercado de celulares.

***

Enfim, agora no post em si.

Eldar Murtazin, certamente com o beneplácito/estímulo/ordem(?) da Nokia, ligou a máquina de hype do RX-51/Rover/N900/sei-lá-que-nome-tenha. Com um preview menos focado em hardware e muito mais focado no Maemo Fremantle, Eldar joga definitivamente o RX-51/N900 no mercado, apesar de ainda não lançado.

E agora começa o jogo.

A Nokia perdeu mindshare e mercado no high-end e tem presença ridícula no mercado que influencia o resto do mundo (EUA). Lançar um novo superphone com Maemo é uma maneira de entrar nos corações e mentes dos americanos, que estão consumindo smartphones em alta velocidade, e dos seus formadores de opinião – Engadget, Gizmodo, ZDNET/CNET, Walter Mossberg, David Pogue – com um sistema mais moderno que o S60.

A minha dúvida é se o RX-51/N900, como beta-tester do Maemo como sistema dos telefones high-end, vai cumprir seu papel duplo de pelo menos impedir a hemorragia de market share, mindshare, receitas e lucros da Nokia e segurar a, até agora imparável, marcha de Apple e Google entre os consumidores.

O sistema certamente responde ao desafio, apesar de alguns erros da Nokia como colocar tela resistiva num mercado em que a tela capacitiva venceu a batalha dos touchscreens; agora, a Nokia… Me arrisco a dizer que, se a Nokia errar, estará fadada a virar uma Motorola.

Análise de segunda: e daí que a Nokia vai migrar seus telefones para Linux?

Monday, May 25th, 2009

É, eu sei. Telefones Linux da Nokia virou um assunto mala. Peço paciência. Mas é que o assunto estourou nos últimos 7 dias de uma tal maneira que é impossível ignorar o fato de que não é mais se a Nokia vai lançar um telefone com Linux, porque a bola já rolou e todo mundo começa a esperar pelo anúncio oficial do “Rover”.

Primeiro, devo concordar com algns pontos desse post do Staska no Unwired View.

  • não faz sentido a Nokia abandonar o Symbian/S60; no mínimo, investiu 400 milhões de dólares na empresa e certamente que a alta cúpula da empresa não gostaria de ter que explicar a acionistas enfurecidos comprar uma empresa para “jogar fora” (sim, nesse caso a abertura do código do Symbian seria visto como “jogar no lixo”)
  • o Symbian continua sendo um tremendo sistema operacional – para os smartphones de hoje
  • o Symbian não tem fôlego para encarar a era dos “multimedia computers” (termo, aliás, que a própria Nokia criou)

O que fica claro é que a Nokia observou que perdeu o mindshare  para iPhone, Android e Palm webOS; por mais esforço que o 5th Edition faça, o Symbian/S60 virou um ponto negativo (*) num telefone; por exemplo, o N97 é um telefone com hardware extremamente competitivo, mas “ah, roda Symbian”. Não dá mais para popular o seu topo de linha (que, afinal, é onde se comanda margens de lucro maiores) com sistemas operacionais visto como “de celulares”, com toda a carga negativa que isso carrega desde o lançamento do iPhone. A partir daí, faz sentido empurrar o Symbian/S60/Symbian Foundation OS como o sistema de massa, substituindo o S40 (e, aliás, onde o Symbian passeia nos featurephones da concorrência) e colocar o Maemo nos topos de linha.

Por outro lado, a Nokia sabe que o Maemo lhe traz vantagens sobre a concorrência: é um sistema testado nos tablets, com muito fôlego para adquirir mais funções, com uma enorme biblioteca de programas, usando um stack completo com uma licença livre (LGPL) e que é mais parecido com um “computador de verdade” que seus competidores.

Enfim, acho que a Nokia monta um jogo forte para 2010, com Maemo no topo de linha e o Symbian descendo para a conquista da massa pelos smarts. A dúvida é se vai dar tempo de parar a concorrência.