O segundo trimestre de 2012 foi marcado pelo aparecimento da Jolla e pelo anúncio oficial do Firefox OS. E, ambos, tem o mesmo problema neste período inicial: a administração de expectativas.
No caso da Jolla, a MWKN externou uma grande expectativa da comunidade: o estado de desarranjo dos sistemas operacionais móveis livres desde a fusão entre Maemo e Moblin começa a gerar desconforto com a realidade do Android como único sistema baseado no kernel Linux disponível no mercado, desconforto este não resolvido pelos esforços em torno do Plasma Active. Então a Jolla tem que administrar uma comunidade ansiosa pela volta do software livre ao mundo móvel, e sabe disso, tanto que está tentando “segurar a onda”.
No caso do Firefox OS, a ânsia da Telefonica mostra que a expectativa é de outra natureza: as operadoras estão à beira de um ataque de nervos, pegas no meio do tsunami dos smartphones, somente com o ônus (sustentar a rede) e sem o bônus (faturar com as app stores), no meio de uma guerra no horizonte. Não por acaso, você olha a lista de operadoras apoiantes do Firefox OS se localiza, basicamente, em países onde o tsunami ainda não estourou (basicamente, fora do eixo EUA-Canadá-Europa Ocidental-Japão).
De qualquer maneira, vamos ver como Jolla e Fundação Mozilla se viram na administração de expectativas.

