Interessantíssima descrição no RegDeveloper de uma apresentação do Android para desenvolvedores. As partes mais interessantes:
- O Android subverte o pensamento normal de como se pensa software para telefones. A lógica tradicional é: a fundação são as features (rádio GSM/UMTS, Bluetooth
, GPS
, Wifi etc), com os drivers em cima; depois adicione a camada de abstração, o sistema operacional
, a interface e as aplicações. O Android traz para o mundo da telefonia o raciocínio dos computadores: processador+BIOS, OS, UI, aplicações (incluindo aí voz, dados etc)
- Apesar do Android vir “de fábrica” com diversos frameworks, drivers para os dispositivos (BT, Wifi, rádio GSM etc) não é problema do Google, e sim dos fabricantes.
- No início só haverá como programar para o Android usando o Dalvik.
- Não há nada obrigatório no Android; ODMs, fabricantes e operadores podem trocar, colocar e retirar todos os programas disponíveis (Home screen, contatos, agenda etc).
- O sistema é, por padrão, aberto: não é necessária autorização para lançar aplicativos, o usuário pode rodar qualquer coisa no telefone.
É interessante o fato do autor ter entendido que a lógica do Android não é a lógica da telefonia, mas a lógica da computação; o Google é, afinal de contas, originário da computação. Outra conclusão interessante do autor é chegar à conclusão de que o Android ocupará o high-end do mercado, quando todo mundo pensa em lançar telefones mais baratos com ele.
(Aliás, deve ser notado que o SDK será atualizado num futuro muito próximo.)
Outro artigo interessante que apareceu foi da EETimes. A partir da lista de participantes da OHA, o artigo tenta chutar algumas características de um telefone com Android. Tirando a questão do navegador (em que o artigo fala de Opera Mini, apesar do WebKit, hoje, dominar o mercado), tem chutes bem interessantes por lá.
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