Logo que o Android saiu, quem quisesse um tablet com o sistema tinha como alternativa apenas os apads/slatedroids chineses, com todas as suas forças e fraquezas; o lançamento do Samsung Galaxy Tab legitimou o mercado tablet andróide e abriu caminho para o Honeycomb, mas a diferença de preço entre ele e a concorrência chinesa permitiu a criação de um espaço que pudesse ser ocupado por empresas dispostas a explorar esta faixa intermediária com produtos como o Huawei IDEOS Tablet S7. Será que a Huawei conseguiu?
Vídeo resenha
Fiz um vídeo – quer dizer, ficou que eu não olho pra câmera, mas enfim – com um resuminho sobre o S7.
Construção externa
Já comentei algo no post de recepção e no vídeo, mas ainda assim valem algumas observações.
Não senti nenhuma grande fraqueza na construção externa do tablet. Os botões físicos são bem construídos, o único detalhe fica por conta do botão de liga/desliga, que me parece facilmente acionável.
Abrir e fechar o compartimento da bateria/SIM não é uma tarefa simples à primeira vista; não que seja difícil, mas que é uma tarefa que pode se tornar chata se você não tem unha.
O kickstand é bem confiável e, com duas posições, serve bem ao seu objetivo de ajudar na visualização de vídeos e outras informações.
O S7 não carrega no microUSB, tem uma entrada própria; mantenha o carregador por perto ou então procure por alternativas nos eBays da vida.
Tela, botões capacitivos e trackpad
Os botões capacitivos cumprem bem o seu objetivo, sem atrapalhar muito.
A tela (relembrando, 7″ com resolução 800×480, e que não é uma Gorilla Glass, então cuidado na hora de “testá-la”) é resistiva, então não espere suavidade e multitoque; no entanto, é uma resistiva mais suave, não é necessário quase espancar a tela como é o caso de alguns apads por aí. E sempre tem o sempre confiável trackpad.
Tamanho
Algumas comparações de tamanho, via SizEasy, com iPad, Samsung Galaxy Tab e o concorrente direto ZTE Light V9.
E igual ao Galaxy Tab, o S7 entra na bolsa pequena da Srta. Bia. (Sim, acho que vou adotar este teste como teste de pocketability
)
CPU e memória
O S7 vem com uma CPU Qualcomm Snapdragon QSD8250, underclockada para 768MHz pelo menos na ROM do meu aparelho (EUA – Best Buy); os resultados são de 568 no Quadrant (pouco acima do Nexus One com 2.1) e em torno de 5,4MFLOPS no Linpack.
Além dos 512MB de ROM (176MB disponível para o usuário) e dos 512MB de RAM, o S7 tem 8GB de armazenamento interno, montado como um cartão SD do aparelho e disponibilizado via Mass Storage; o microSD externo é visto como o segundo SD do sistema.
Sistema operacional, UI e aplicações adicionais
O S7 vem com Android 2.1, sem uma definição clara da Huawei se haverá ou não update para alguma versão superior; com apenas 176MB disponível para instalação de programas, não ter o App 2 SD nativo disponível pode rapidamente esgotar a memória disponível.
A Huawei customizou o Android 2.1 com a chamada “Emotion UI”: um launcher customizado com 10 telas, divididos em 5 grupos – Home, Web, Entertainment, Communication e Favourites – com espaço de 4×7 para widgets/atalhos/etc, widgets customizados de temperatura/feed RSS/email/calendário, e a substituição da barra de notificações padrão por uma barra com o horário (na homescreen)/um botão BACK e o nome do programa (programas), o estado de Bluetooth/Wifi/rede celular e um botão de acesso a notificações e lista de programas em uso.
Como o modelo da resenha é o vendido na Best Buy, não tem nenhum bloatware de operadora; fora os softwares padrões do Android, já vem instalado um leitor de RSS, um gerenciador de arquivos, o Documents to Go gratuito, um programa de notas, um programa de clima, o Twidroyd e o cliente nativo Facebook.
O S7 que resenhamos tem suporte a inglês, francês e espanhol.
Teclado
O teclado padrão é o customizado pela Huawei, que não permite acentuar. É possível mudar para o teclado padrão Android, mas de qualquer maneira não haverá a predição de palavras em português; para isso, é necessário usar um terceiro teclado, como o SwiftKey.
Câmera
A câmera traseira é de 2 megapixels, e não é nenhuma maravilha.
A câmera traseira grava vídeos QVGA@15fps, e também não é nada do outro mundo. O S7 tem uma câmera frontal VGA, que não é reconhecida pelo Fring para vídeochamadas.
Conectividade
Além do Bluetooth e do Wifi b/g/n, o S7 tem um módulo completo de telefonia – SMS, MMS, chamadas, suporte a cartão SIM, quad-band EDGE+ 3G HSUPA. Funcionou sem problemas em um chip da TIM.
Não é possível “colar” o S7 no rosto para fazer ligações; apenas via alto-falante ou fone de ouvido. No caso do alto-falante, o S7 cumpre bem o papel de telefonia, sem grandes problemas.
Skype e Fring ficam bem à vontade no S7 – no caso deste último, fazendo videochamadas com a câmera “errada”.
Bateria
Ah, a bateria… é, não dá pra fazer milagre com bateria de 2200mAh, desculpe Huawei. No entanto, com a bateria cheia, é até possível assistir um filme de 2 horas e ter 33% de bateria disponível (no Wifi, resultados devem ser melhores em modo avião e piores com o 3G ligado).
Android Market
O S7 tem Android Market, no entanto nem todas as aplicações disponíveis para 2.1 aparecem nele. Mas Angry Birds está disponível, então não é algo tão grave assim
Resumo final
A 299 dólares na Besy Buy e na Expansys, o que significa algo como 900 a 1100 reais no Brasil, o S7 ocupa um espaço de quem quer um tablet Android com Market e 3G mas não quer/não pode pagar o preço do Galaxy Tab; além disso, custa só um pouco mais que apads de melhor qualidade com Android 2.1.
Provavelmente seu grande adversário será o ZTE Light V9, que é bem mais difícil de encontrar desbloqueado, mas que disputa o mesmo mercado junto às operadoras.















