De um lado o Google, precisando de um telefone para dar um empurrão no low-end. Do outro lado a Huawei, querendo o mesmo efeito benéfico que o empurrão do Google causou a HTC e Motorola.
O resultado apareceu na IFA: Huawei IDEOS U8150 with Google. Sim, with Google, Froyo como veio ao mundo sem limitações (sim, tem Flash e hotspot!), customizações, ninjablures e quetais.
Por um preço entre 100 e 200 dólares, o comprador do IDEOS leva para casa, além da garantia que o with Google dá em termos de updates, uma tela QVGA capacitiva (toma essa, HTC!) de 2,8″, processador de 528MHz, HSPA, Wifi n, Bluetooth, GPS, câmera de 3,2 megapixels. Não é nada do outro mundo, é verdade, mas estamos falando de low-end
Enfim, é reconfortante ver que logo teremos uma alternativa Android barata e with Google. E, para comemorar, três vídeos: o vídeo de promoção oficial, um vídeo da noção de “Smart Device, Simple World” e o hands-on do incansável Charbax.
Sim, eu sei que já existiram os milhares de tablets e apads shanzais. Eu sei que existe o Toshiba AC100, o Compaq Airlife. Eu sei que existe o Viewsonic Viewpad. Eu sei.
Mas eles estão todos na pré-história dos Androids fora dos telefones. Porque a história em si começou a ser escrita hoje, em Berlim, com o Samsung Galaxy Tab.
Sim, o Galaxy Tab não é inovador – a Apple usou a estratégia de ‘esticar o smartphone’ antes, e o Galaxy Tab é quase um Galaxy S ‘esticado’. Sim, o Galaxy Tab não é o primeiro não-telefone Android com os Gapps. Mas o Galaxy Tab não só é de uma grande fabricante, mas também permite algumas inovações interessantes que a concorrência não permite – o Galaxy Tab é provavelmente o primeiro speakerphone GSM/3G do mundo disponível para as massas, o que é sempre útil nestas eras em que o telefone móvel é o meio de contato com as pessoas. E traz algumas surpresas inesperadas, como ser o primeiro tablet do mundo certificado DivX – filmes em 1080p devem ficar lindos
Eu disse ontem que a Internationale Funkausstellung Berlin 2010 (viva o copy-paste) começaria na sexta, né? Quer dizer, para a imprensa começou hoje.
A Viewsonic já está fazendo a festa, com o povo fazendo hands-on do Viewpad de 7″ e do Viewpad de 10″, que dual-boota Windows 7 e Android (ainda dá tempo de atualizar, Viewsonic, a Intel está trabalhando forte pro Android rodar redondo nos Atom).
A Eken, velha conhecida dos apads da vida, também pegou um avião pra Berlim e lá vai mostrar o MO23.
O Samsung Galaxy Tab passou no FCC americano, num momento bem propício para quem vai ser uma das grandes estrelas da IFA.
Como esperado, previsto e tudo o mais, a Motorola lançou hoje o Milestone 2, que é basicamente o DROID 2 (com Froyo+Motoblur e tudo) com bandas GSM e gravação de vídeo em 720p.
De bônus, apareceu o Motorola Defy, que é quase um refresh do Milestone XT720, com resistência à água/poeira/riscos na tela, processador de 800MHz e o Android 2.1 com o não-Motoblur.
Não deu tempo do MWKN entrar ontem, então vai hoje; além disso, tem a definição das datas de lançamento do Meego (1.1 entre 21 e 27 de outubro!), a Sygic prometendo amor, carinho, Aura e mapas GPS para os donos brasileiros de N900 e a versão 1.0 do ‘Custom ringtones’.
A Internationale Funkausstellung Berlin 2010 só começa na sexta, mas os motores já estão ligados – mesmo com a Neofonie fazendo o WeTab dar o primeiro bolo da feira.
A começar pela LG que, num evento para revendedores da marca, não se segurou e confirmou a existência do seu tablet andróide, o Optimus Pad.
A Samsung, todo mundo sabe, vai lançar o Galaxy Tab na feira; mas agora sabemos que este lançamento não inclui a versão Verizon, com seus 10″ e – quem sabe – Android 3.0.
A Archos preferiu não arriscar e lançou hoje sua nova linha de tablets, com alternativas para todos os gostos de tamanho de tela (2,8″, 3,2″, 4,3″, 7″ e 10,1″) e preço.
Já a Viewsonic preferiu não esperar e anunciou logo o lançamento do Viewpad. A novidade em relação ao que já sabíamos dele é… o suporte não só a 3G como a chamadas de voz; com isso, o Viewpad pode pegar os Gapps e escapar do problema dos Androids não-telefone.
A Interpad também vai propagandear seu tablet na IFA.
A Philips mandou avisar que o Connect, seu PMP Android, também sai.
E o estranhíssimo rumor de que a Huawei vai lançar, na quinta, um Android 2.2 with Google à la Nexus One.
Excelente artigo na Shanzhai.com sobre o primeiro aniversário do OPhone, a versão China Mobile do Android – não por acaso, pintando um quadro pouco animador do esforço da China Mobile de criar um fork do Android.
E este é o ponto.
Forkear não é uma coisa simples, ainda mais quando o fork corre em paralelo ao projeto principal. E aí reside o drama do OPhone, o mesmo drama do HTC Sense, do Motoblur e do UX dos Xperia: manter-se próximo do estado da arte do projeto principal é caro, demorado e nem sempre existe garantia da possibilidade de atualização.
Moral da história: enquanto na própria China os fabricantes shanzais (não o que chega no Brasil, que costuma ser o low-end do low-end) estão todos próximos do estado da arte, basta ver no próprio OPhone zone para ver que, dos treze dispositivos OMS, só um roda OPhone 2.0 – não está incluído o Sony Ericsson A8i, que saiu hoje – com os outros doze provavelmente sem previsão alguma de atualização do Ophone 1.x (que é, basicamente, equivalente ao Android 1.5).
Não acredito que a China Mobile vá dar o braço a torcer e desistir do OPhone, nem que os fabricantes vão simplesmente deixar de agradar à maior operadora do mundo e deixar de lançar telefones com OMS, nem que seja só para marcar posição. Mas é mais um exemplo de que, a longo prazo, manter forks e skins próprios não funciona.