Pinguins Móveis

...Seguindo o Linux nos dispositivos portáteis

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Conversa de pinguins: a balada do Éclair

Monday, October 19th, 2009

Agora não tem jeito, o Eclair está entre nós, depois de um fim-de-semana cuja ebulição se estendeu até esta segunda de manhã, com o hands-on do Motorola Droid pelo Boy Genius e mais informações, incluindo mudança de nome, do Sony Ericsson “Rachael”XPERIA X3XPERIA X10.

O aparecimento repentino do Eclair, depois dos diversos problemas do Donut (atrasos no lançamento do SDK, desenvolvedores pegos de surpresa por falta de informação das mudanças etc), deixa algumas questões no ar.

  1. O Android 1.x está em dispositivos, em geral, Qualcomm MSM72xx. Os dispositivos que, sabe-se (Motorola Droid) ou especula-se (SE XPERIA X3/X10, HTC Dragon), virão com OMAP3430 (Droid) ou Snapdragon. Será que o Android 2.0 virá com customizações para esses chips mais novos e, portanto, será o fim de linha para a primeira geração Android?
  2. O XPERIA X10 só deve sair em janeiro, o Dragon sabe-se lá, mas o Droid deve sair em novembro. O code drop do SDK sai antes do Droid ou o Android 2.x foi acelerado por causa da Verizon?
  3. O Google vai continuar suportando o SDK do Android 1.x por um longo tempo? Vai ter um “caminho de saída” pro 2.x?

Bem, poderia fazer mais perguntas, mas pra começar está bom.

O futuro da LiMo Foundation

Thursday, September 24th, 2009

Boy Genius, mais uma vez, acertou na mosca: saiu hoje o Vodafone H1 e o Vodafone M1 com Vodafone 360.

O mais importante, claro, é o caminho por onde a LiMo Foundation pode prosperar como algo mais relevante que publicadora de estudos: como base para as operadoras implementarem suas soluções.

Porque, afinal, estamos num mundo em que, desde o lançamento do iPhone, as operadoras estão sendo relegadas ao papel de dumb pipes; e, para a Vodafone, um cliente que deixe de ficar preso no ecossistema da Apple, da Palm ou da Motorola (e, portanto, livres para trocarem de operadora caso achem uma oferta qualquer) e fique preso no ecossistema dela é um cliente garantido.

Conversa de pinguins: não me convence

Wednesday, September 23rd, 2009

(Sim, a tag era anteriormente conhecida como Análise de Segunda)

Não sei qual é a lógica de uma eventural rumorosa compra da Palm pela Nokia. Até porque, vamos e venhamos, tirando “alguém realizar lucros com as ações da Palm”, não tem lógica. Sério. Passei boa parte da manhã tentando identificar onde as tecnologias do webOS se encaixariam no Maemo; claro que não consegui.

Análise de segunda: e a culpa é do Linux…

Monday, May 11th, 2009

Entao tá, Garmin. Deixa eu ver se eu entendi. Você diz que o nuvifone G60 vai atrasar mais uma vez porque “não é uma tarefa fácil fazer um smartphone do zero com uma plataforma Linux totalmente customizada”. Sim, ninguém disse que era fácil, pode perguntar à Palm. Mas vamos caminhando para 18 meses desde o primeiro anuncio oficial, a Garmin adiou três vezes o lançamento, entrou numa parceria com a Asus e… nada de sair o telefone.

Talvez seja mais fácil culpar o Linux do que reconhecer que a combinação de GPS, AGPS e Google Maps seja “bom o suficiente” para a maioria dos usuários de celulares e tenha inviabilizado seu smartphone com GPS (afinal, porque compraria um Garmin e não, digamos, um Android?).

O Gizmodo já ameaça mudar o nome do nuvifone G60 para neverfone. Mas a Garmin prefere culpar o Linux. Enfim, é um bom exemplo de como é mais fácil culpar o Linux pela própria incompetência.

Análise de segunda: Dell, calma…

Monday, March 23rd, 2009

E a grande notícia do fim de semana é que sim, existem os smartphones da Dell, mas que os primeiros protótipos “bombaram” por “falta de diferenciação”.

O caso da Dell[bb] é exemplar de porque é tão difícil para empresas do mercado de computadores entrar no mercado de celulares – mesma dificuldade de Asus[bb], Acer[bb], Benq[bb] e outras, porque simplesmente não dá pra vender celular como se vende computador, questões de estilo, “fator ooh” e outras são bem mais importantes.

No longo prazo, acho até que a Dell tem razão quando diz que os smartphones do futuro terão mais a ver com computadores que com celulares, e penso que o Android é um passo importante nisso, mas mesmo assim, Dell, calma, volte para a prancheta e redesenhe seus smarts.

Análise de segunda: o caminho do ARM está aberto

Monday, March 16th, 2009

Não que fosse algo inesperado, mas o sucesso da instalação do Ubuntu 9.04 nos tablets N800/N810 é, certamente, o início do ataque dos ARM à fortificação dos x86.

Primeiro, por se tratar de uma distribuição “normal”, não de uma distribuição especializada em embedded ou em ARM.

Segundo, por se tratar de um ambiente de trabalho desktop (GNOME), não de algum ambiente preparado para dispositivos portáteis.

Terceiro, por ser num internet tablet, uma máquina que não tem um OMAP3 como o Pandora ou um Snapdragon como o Toshiba TG01.

Corolário: um desktop com Linux e sem x86 pode ter a mesma experiência, ou praticamente a mesma experiência, do Linux/x86, o que não ocorre, digamos, com o Windows.

***

Os chips ARM têm sua origem no desktop, mas acabaram migrando para o embedded. As peças vão se juntando para uma volta dos ARM ao desktop, em grande estilo, nesses tempos de netbooks conectados e necessidade de muitas horas de bateria.

Análise de segunda (na quarta): será que UMPCs e MIDs estão a caminho da extinção?

Wednesday, September 17th, 2008

Pelo menos duas vozes diferentes vêm falando a mesma coisa: que UMPCs e MIDs têm cada vez menos futuro no mercado de dispositivos portáteis.

“Por baixo”, atacando os MIDs, os telefones estão cada vez mais assumindo as funções que a Intel esperava que os MIDs assumissem. Com a corrida em direção a resoluções cada vez maiores, com os grandes exemplos do 800×480 do XPERIA X1 e do HTC Touch HD, a melhora dos navegadores Web, o aumento do poder computacional dos chips ARM e a disseminação do 3G[bb], cada vez fica mais difícil convencer os consumidores a comprarem um dispositivo para ter um melhor acesso à internet – ainda mais quando esse dispositivo, com honrosas exceções (Nokia Internet Tablets, Archos Internet Media Tablets), não existe. “Por cima”, atacando os UMPCs, os netbooks ganharam os consumidores e ponto. Não que os netbooks sejam algo novo ou revolucionário, o Toshiba Libretto[bb] já existe faz tempo; no entanto, os preços baixos da atual geração de netbooks e a portabilidade bem razoável que eles apresentam certamente satisfez os consumidores. Não há espaço nesta situação para os UMPCs, uma classe de dispositivos que nunca teve um foco definido e sempre custou mais do que deveria.

E aí, comofas?

No caso dos UMPCs, acho que ninguém tem dúvida: é fazer um funeral pelo menos honesto. Demoraram para amadurecer, não decolaram e não há nada que não possa ser feito num netbook.

No caso dos MIDs, ainda existe esperança de salvamento. No entanto…

  • a Intel tem que reconhecer que a idéia do MID, como está sendo executada, falhou;
  • a Intel deve pressionar os fabricantes a colocarem logo os MIDs na rua;
  • a Intel deve estabilizar o Moblin o mais rápido possível;
  • os fabricantes de MIDs, incluindo aí a Nokia, devem entender que o MID precisa ter conectividade WWAN (HSDPA, WiMAX etc) E muito espaço de armazenamento; ou seja, seguirem o Archos 5g, o único MID/Tablet que fez “a coisa certa” no mundo de iPhones, Androids e telefones WVGA.

EDIT: A Nokia anunciou que a próxima geração dos Internet Tablets terá conectividade HSPA. Alguém em Espoo está lendo o mercado, ufa! Só espero que saia logo.

Análise de segunda: Archos saindo da zona de conforto?

Monday, June 23rd, 2008

O ArchosFans alerta para uma importante mudança de estratégia da Archos[bb]; a empresa pretende se focar mais no mercado de PMPs conectados, via Wi-Fi[bb] e/ou 3G.

Com uma certa demora, aconteceu no mercado de MP3 players[bb]/PMPs o que aconteceu no mercado de PDAs: os consumidores deixaram de lado os modelos sem conectividade e passaram a se concentrar nos modelos com conectividade. Essa mudança, segundo os próprios números da Archos[bb], aconteceu de maneira muito visível na Geração 5, em que os modelos com Wifi venderam bem mais que os modelos sem Wifi.

A conseqüência lógica dessa decisão é o fato de que, certamente, a Archos vai ter que ajustar o seu software para o fato de que, querendo ou não, vai ter que descer para a autêntica briga de rua que se formou no mercado de, digamos, “dispositivos conectados que não são celulares”. Esta autêntica geléia geral de iPods Touch[bb], MIDs, até Internet Tablets[bb], é um mercado ainda em formação, em que nada está claro, e a Archos vai ter que moldar seus produtos para este novo mercado, sem perder suas vantagens competitivas, principalmente em termos de reprodução de mídia.

Análise de segunda: sobre aprendizado

Monday, June 16th, 2008

Ari Jaaksi é o chefe de toda a estratégia Open Source da Nokia. Agora que a Nokia é dona da Trolltech, e portanto guardiã do Qt, agora que a Nokia é parte integrante da comunidade GNOME via Maemo, o que Ari Jaaksi fala reverbera imediatamente por toda a comunidade.

Como aconteceu com a notícia de que ele teria declarado de que a comunidade de SL/CA precisa ’ser ensinada’ a ‘conviver’ e ‘obedecer’ aos cânones de aferramento da indústria de telefones móveis (DRM, SIM-lock, patentes e etc e tais). Para uma companhia que tem um histórico de não entender padrões abertos, e que portanto já conta com uma desconfiança da comunidade, sair um tipo de coisa dessas na imprensa significa ser queimada inclusive ‘perto de casa’.

Devemos reconhecer, Ari foi até bem convincente na sua explicação, particularmente depois da ‘tradução‘ feita por Bruce Perens. O problema é que o estrago foi feito. Toda a contribuição da Nokia para o SL/CA não vale nada, porque a publicação das palavras de Ari Jaaksi, mesmo que aceitemos a explicação dele de que “o jornalista publicou aquilo que ele achou importante”, serviu de arma para aqueles que chamam a Nokia de “empresa má para a comunidade”.

Lição do dia, então: se você é um executivo responsável pela estratégia de SL/CA em uma grande empresa, fale o menos possível, particularmente na frente de jornalistas. A não ser, claro, que você seja masoquista.

Análise de segunda: a falta que um 3G faz

Monday, March 24th, 2008

Nos últimos dias, diversos posts neste Pinguins Móveis foram relativos à nova linha de celulares Motorola, que, todo mundo espera, sairá na CTIA Wireless. E o leitor também notou o quanto critiquei a falta de um lançamento rodando Motomagx com 3G[bb].

O problema é que a Motorola brada aos quatro ventos que o Motomagx é estratégico, só que não consegue fazer com que um sistema considerado estratégico rode num telefone 3G[bb], num momento em que está cada vez mais fácil e barato conseguir telefones 3G[bb]. Pode-se dizer, e certamente existe razão, em que o problema da Motorola com 3G[bb] é mais sério, apontando para a falta de telefones com a tecnologia na linha atual (se os leaks estiverem certos, só teremos um telefone 3G entre os lançamentos da CTIA); no entanto, estamos falando de um sistema que, se incluirmos a “versão anterior” EZX, já tem 5 anos de idade e, portanto, já deveria estar rodando em telefones 3G – e, caramba, Purple Labs, Panasonic e NEC, só para ficarmos na LiMo Foundation, já têm telefones com Linux em redes 3G.

Enfim, a Motorola continua lançando versões do RAZR original…