Está todo mundo numa expectativa nervosa, se perguntando se teremos algum Android neste ano, eu inclusive. Aí sai uma reportagem do Wall Street Journal sobre “atrasos” do Android para 2009, e o pânico se instala.
O problema é que a reportagem não adiciona nada ao que já se sabia.
Dentro das vagas respostas que o Google
sempre dá quando se fala do lançamento das primeiras unidades com Android, a data do segundo semestre continua valendo - a não ser, claro, que o quarto trimestre não seja mais parte do segundo semestre… - conforme lembra o PhAndroid. Além disso, o Android é um sistema que tem que rodar nos mais variados produtos dos mais variados parceiros, conforme lembra o Engadget. E é indiscutível que o HTC Dream sai esse ano. Então, não há NENHUM atraso.
O problema está nas operadoras: A Sprint quer que seu andróide rode na sua rede Wimax
, o que é natural, tendo em vista que os seus executivos apostaram a empresa nesta tecnologia. A China Mobile está esperando por um melhor suporte do Android à internacionalização, já que a ordem é o sistema rodar direito em inglês antes de internacionalizar. E o esforço do Google está todo em lançar um Android na T-Mobile americana ainda esse ano. Mas aí é problema das operadoras, não impedindo a HTC, ou qualquer outro fabricante, de lançar um Android ainda esse ano.
Então me pergunto: cadê o atraso, WSJ?
O HardwareZone e a CNET Asia (obrigado, Engadget, pela dica) tiveram um bom tempo de conversa com o “chefe andróide” Andy Rubin.
- continua o requerimento mínimo para rodar o Android, 200MHz; o sistema, aliás, tem como objetivo rodar bem mesmo nesse requerimento mínimo
- o Android pode ser rodando tanto em telefones touchscreen quanto em telefones com teclas “de verdade”; não que isso não fosse conhecido, mas o próprio Rubin apresentou o Android em um telefone com algo que parecia um trackball
- Por falar em telefone, não foi permitido tirar fotos do telefone, mas o repórter da CNet Asia contou que tem forma e dimensões bem parecidas com a de um HTC TyTN II
. Então já temos o tamanho do já mítico HTC Dream? Ou será um outro telefone?
- para evitar os problemas de multitarefa com os quais os usuários de Windows Mobile
já se acostumaram a conviver, o Google adotou a solução do “freeze dry” - os programas minimizados consomem apenas o mínimo de memória para se manterem rodando. Com isso, por exemplo, Rubin demonstrou o Google Maps rodando tranquilamente, mesmo com um music player e um gerenciador de fotos também rodando. E, sim, esse tipo de coisa um certo telefone frutífero
não faz.
- Ainda não tem nada fechado quanto à distribuição de aplicações, mas uma idéia aventada por Rubin é a utilização de um sistema como o sistema de estrelas do YouTube para “rankear” as aplicações.
- Por falar em YouTube, nada de rodar em H.264, é YouTube em toda a sua glória… ahn, Flash?
E já que falamos em Android… Android em um Nokia N95
, verdade ou fake? Veja por você mesmo…
O Google volta a afirmar que o Android será 100% código aberto. Não que isso aplaque as dúvidas e fofocas; estas só serão aplacadas com código.
A questão do relacionamento entre a equipe do Android e o resto dos seus esforços móveis sempre foi um problema evitado pelo Google; no entanto, de alguma maneira, a empresa teria que enfrentar o problema.
O TalkAndroid relata a declaração da diretoria de engenharia móvel do Google, que “a equipe móvel é separada da equipe do Android” e “o Android é só mais um dispositivo para nós”. Declarações com essa, certamente, ajudam na hora de convencer a Nokia
a usar os serviços Google e - quem sabe - o Android.