O GP2X continua recebendo updates; a GPH liberou o firmware 4.10 esses dias. Se você tiver um F100 (o de primeira geração), é questionável se vale a pena o upgrade, ou migrar para a série 4.x; se você tem um F200, cuidado para não brickar seu aparelho.
Já o Chippy do UMPCPortal traz um interessante editorial sobre o Pandora como “a evolução da plataforma de smartphone”. Não que o Pandora seja um smartphone, se parece mais com um UMPC ou MID, mas certamente ouviremos falar muito do Cortex A8, a CPU do Pandora.
Uns querem colocar um Pandora num gabinete de arcade, outros megaturbinaram seu GP2X-F200. Mas os mods continuam firmes e fortes. Pelo menos enquanto não perdem tempo com discussões sem sentido.
Para quem estava em dúvida sobre comprar ou não o GP2X-F200, esperando uma resenha de qualidade, o Engadget avisa que o Ars Technica já disponibilizou a sua. São “só” três páginas, e é bem elogioso, embora não seja assim um Pandora
A Archos está indo fundo na estratégia de fechar acordos com operadoras para seus PMPs WWAN: segundo o ArchosFans, a empresa espera fechar com pelo menos mais duas operadoras
, além da SFR.
Informação interessante neste tópico do MotorolaFans.com: o normalmente bem-informado aksd conta que o ZiNE ZN5 (que ele chama pelo nome original, X-Pixl) está praticamente pronto, faltando ajuste do software da câmera
, e usa uma versão do Motomagx mais velha que a do ROKR E8, e por isso também não entendeu o fato dele não ter sido lançado na CTIA Wireless; além disso, confirmando minha impressão, diz que o A1600/A1800, como estão (ou seja, com EZX
), são dúvida para serem lançados até mesmo na China - imagino, então, que sairá um Motomagx touchscreen
ou alguma outra interface.
Ironicamente, apareceu esta resenha (tradução
do Google Translate, portanto tenham um tanto de boa vontade) de uma unidade de pré-produção do A1600.
Enxurrada de coisas interessantes que estão rolando no Internet Tablet Talk: ajustando o MicroB, Flash 9 para Nokia 770 com OS 2006, colocando mais motores de busca na barra de procura do Maemo, A2DP para OS2008 (Bluetooth estéreo
!).
Como faz tempo que não falamos do GP2X em si, tópicos interessantes pescados do fórum do GP32X.com: tutorial para ligar seu GP2X a uma máquina Windows XP 64 bits via USBNET, teste de uma solução Graffiti-like para o GP2X F200 (o com touchscreen
!).
Aliás, hoje começa o 3º GNOME Mobile Summit, parte da Linux Foundation Collaboration Summit.
O programa, embora tecnicamente não seja um programa, desta sexta é o Open2x.
O Open2x é um projeto guarda-chuva, com o objetivo de trazer soluções livres, comunitárias e amigáveis para o GP2X; neste guarda-chuva se inclui firmware, kernel e toolchain. Originalmente, o projeto se dedicava a coletar o código-fonte do GP2X e garantir que a GPH cumpriria suas obrigações conforme a GPL (sim, exigiu muito trabalho da comunidade convencer a GPH a cumprir suas obrigações e liberar o código GPL do GP2X); com o tempo, passou a ser um “ponto de encontro” de quem trabalha no low-level do handheld.
A lista de projetos que o Open2x agrega é bem eclética; inclui desde um novo firmware
(com kernel
, bootloader etc novos, e usando o GMenu2X em vez do menu padrão) até a limpeza do código do MPlayer usado pela GPH.
Recentemente o projeto lançou o Developer Release 3 do firmware, que, embora ainda esteja longe de ser aconselhável para usuários normais, trouxe diversas mudanças e abre o caminho para a DR4, a provável Release Candidate.
O programa desta sexta é o CraigAmp.

O GP2X foi apresentado pela GamePark Holdings como tendo pretensões de media player
, mas o tocador de música dele é, digamos, terrível. Não demorou nada para aparecerem diversos tocadores de música, cada um com suas vantagens e desvantagens.
O Craigamp, mais um projeto do prolífico CraigIX (sim, o mesmo por trás do Pandora), é um tocador de música voltado para uso em carros e sistemas de som, mas que também pode ser utilizado como um player
portátil, já que tem uma função para travar as teclas do GP2X. Não tem grandes firulas em termos de interface, mas conta com o essencial e de maneira fácil. Além disso, permite variar a velocidade da CPU; fazendo o GP2X rodar a 100MHz, é possível conseguir 8 horas de autonomia com boas pilhas
. Conta, também, com os recursos de fazer playlists diretamente no aparelho, skins e visualização de arte da capa, entre muitos outros.
Sim, esta é mais uma seção, e vai recuperar coisas que escrevi no meu blog pessoal sobre dispositivos com Linux. E começamos com uma condensação de dois posts em 2006, revelando minhas primeiras impressões sobre o GP2X. Mantive o post intacto, como publicado na época.
Eu queria tirar essa foto com o GP2X, weeee

Bom, agora que dei um tempinho do GP2X, vamos ao que interessa:
- O aparelho é bem construído, bem sólido, apesar de ser leve
- A tela é bem legível
- Demora 15 segundos pra bootar (firmware 2.0). Saco.
- Não dá nenhuma engasgada visível ao tocar músicas (MP3 ou OGG) e vídeos (XviD)
- Come pilha. MUITA pilha. Use uma boa recarregável.
- O joystick é tosco de com força.
- Os emuladores são muito rápidos, o Alex Kidd (emulador de Sega Master System, ô nome boiola) às vezes engasga de tão rápido que é. Prboom também fica muito rápido, e o QTopia (yes, tem uma versão do QTopia pra ele, com Opera e tudo) é bem usável
Bom, estou adorando o GP2X. Não é certamente um concorrente para o PSP ou o Nintendo DS em termos de mass market, mas para um público muito específico, no qual estou, vale a pena. Se você gosta de emulação, de homebrew ou de DIY, vale a pena gastar seus 170 dólares - ou 650 reais, enviado do Brasil, com cabo de TV Out e adaptador AC, comprado no MercadoLivre do usuário LUCIANO2K - altamente recomendado, aliás
Ah, aliás, o acidx postou nos comentários do post anterior: Manda o /proc/cpuinfo pra mim e vai ter HardInfo pro gp2x. Estou trucando! Vou mandar. Só quero ver fazer 
Que tal um videogame portátil, pouco maior que um DS Lite
, com uma tela 800×480x4,3″ touchscreen, teclado, D-pad E controle analógico, Wifi, saída para TV, dois slots SDHC, USB Host e, no limite, o mesmo poder computacional de um GameCube
? Tudo isso por 320 dólares?
Gostou? Fique de olho no Pandora. Já comece com a renderização abaixo:

O Pandora está sendo desenvolvido por importantes membros da comunidade GP32/GP2X (CraigIX, EvilDragon, MWeston), para ser o ’sucessor espiritual’ da máquina da Gamepark Holdings, baseado nas expectativas da comunidade sobre ‘o que faltava’ no GP2X. É lógico que o feedback da comunidade GP2X é essencial para o andamento do projeto; o tópico oficial no GP32X.com já tem mais de 340 páginas, e isso porque começou em agosto de 2007 (existem notícias de atividade no Pandora, ainda sob o nome ‘Craiginator’, desde fevereiro de 2007).
O Pandora poderá manter a grande força do GP2X, que é a fantástica biblioteca de emuladores, ampliando-a para sistemas mais potentes (3DO, Nintendo 64
, Nintendo DS
, quem sabe Sega Saturn
) e com emulação mais ‘perfeita’ dos sistemas já emulados, e fazendo coisas em que o GP2X é capenga ou simplesmente não consegue fazer.
O suporte a bibliotecas gráficas padrão (OpenGL ES, SDL), combinado aos hardwares de aceleração 2D e 3D, permitirá aos desenvolvedores fazerem jogos realmente poderosos.
O firmware, sendo baseado no Open2X, permitirá diversos avanços em relação ao firmware do GP2X; além disso, permitirá a instalação de programas via ‘one-click install’, certamente pacotes Debian ARM.
E tudo isso e muito mais, segundo as expectativas, saindo por volta de março/abril de 2008.
***
Mais informações: wiki do Pandora (com as informações técnicas completas do videogame), Pandora News (blog sobre o Pandora, em francês), fórums dedicados ao Pandora no GP32X, incluindo o tópico oficial.
January 12th, 2008
12:39
Corporações, Hardware
ces2008, cloudbook, esto, etri, freerunner, gp2x, gpe, internet tablet, iriver, mcc, mid, openmoko, qplus, samsung, wistron
Imagino que você não aguente mais ler a combinação MID e CES esta semana, mas um bem intressante me escapou: via Pocketables, o MCC (Mobile Convergence Communicator) da ETRI (órgão de pesquisa do governo sul-coreano) é um MID com HSDPA
e uma interface Linux “feito em casa”, o Esto, rodando em cima do Qplus embedded Linux. Ahn… mas este Esto não tem um quê de GPE…? E esse conector tem um quê de GP2X, não?

Ah sim. Faltava alguém lançar um MID. Agora não falta mais, porque a Samsung
demonstrou seu MID. Com isso encerramos a seção “MIDs na CES”.
Se lembra do telefone da iriver
, do qual falamos outro dia? Parece que a interface é “prova de conceito”.
***
Agora que a CES 2008 acabou, a tempestade de lançamentos e demonstrações também… e o que eu considero como ‘destaques’ da feira
para o Linux embarcado:
- A campanha de marketing dos MID (Mobile Internet Devices) foi extremamente bem-sucedida, ponto para a hype machine da Intel
. É claro que não se sabe como os MIDs se comportarão na vida real, mas acho que o objetivo de impressionar a Nokia
e botar pressão de mindshare nos Internet Tablets foi alcançado. E ainda tem, correndo por fora, a nova versão do Sony mylo, muito mais parecida com MIDs e ITs.
- O Eee ganhou um concorrente de peso nesta CES, já que o Cloudbook vem forte, e com mais espaço em disco (embora use HD, ou seja, parte móvel). Resta saber o desempenho do VIA C7 ULV de 1,2GHz do Everex.
- Me parece que o fato da Mobile World Congress, da GSM Association, ser logo depois do carnaval fez com que víssemos poucos telefones com Linux na CES, mas não há dúvida de que a Wistron e seu GW4 (que, certamente, será um dos primeiros telefones a sair com o Android) roubou o show do ROKR
E8 e seu teclado-mutante. Já o Neo FreeRunner teve uma participação, claro, discreta, por só ter sido demonstrado em protótipo; espero que na FOSDEM teremos algo mais ‘maduro’.
- A adoção de Linux em “outros” dispositivos, como PMP
, firewalls pessoais, porta-retrato digital etc etc etc continua imparável.