Se ontem o máximo que tivemos de Android no Google I/O foi um desfile de telefones (incluindo alguns ainda não lançados), hoje a conversa foi bem outra.
***
O esperadíssimo Android 2.2 “Froyo” foi lançado, incluindo o SDK. Boa parte das features já eram esperadas (JIT, tethering, mover aplicações pro cartão SD, auto-update e atualização de todas as aplicações de uma vez só, Flash 10.1 e Adobe AIR), outras são surpresas bem-vindas (suporte decente a Exchange) e outras, francamente, explodiram cabeças (instalação remota de aplicativos a partir do site do Android Market – tchau AppBrain – , compra de músicas a partir do Android Market e streaming remoto de músicas do iTunes no seu desktop).
Mais que dificultar ainda mais a distinção entre aplicações nativas e aplicações Web, mais que dar uma paulada na concorrência, é um ponto lembrado pelo Fred Grott: pela primeira vez o Google ouviu a comunidade ao definir as novas features do Android, caso do JIT e do Apps-to-SD. Está longe do desejável de participação comunitária, mas uau, avançamos!
(De bônus: hands-on do Froyo).
***
Todos querem comer frozen yogurts, mas quem conseguirá? Segundo os desenvolvedores, tecnicamente qualquer telefone Android, mesmo o dinossáurico G1, poderia ter seu Froyo; a HTC foi mais direta ao ponto: se seu telefone foi lançado em 2010, ele terá Froyo.
***
O Smart TV virou Google TV, com os já conhecidos parceiros (Sony e Intel) e um novo (Logitech). Em termos mais técnicos, uma TV com Google TV, como a Sony Internet TV, é uma TV com Android 2.1 (com os 50 mil aplicativos do Android Market), Google Chrome e Flash 10.1 rodando sob uma plataforma Intel Atom CE4100. Além de teclados (olhaí a Logitech), o seu Android pode servir de controle remoto para um Google TV.
Observem que a estratégia do Google é diferente do Microsoft WebTV ou do Apple TV; o Google TV não é um set-top box, mas sim o sistema operacional da sua TV – embora, devemos observar também, o Google ficaria bem feliz de ver o Google TV em DVR, set-top boxes de operadoras de TV por assinatura etc.
Outro ponto importante: qualquer aplicativo Android que não use as funções de telefone roda, a princípio, no Google TV.
(De passagem: o Google também achou uma boa ideia anunciar o YouTube Lean Back, mais uma tentativa de tornar o YouTube mais ‘palatável’ para as telas de TV.)