Como se não bastassem todos os problemas dos tablets com Android, hoje apareceu mais um: o desrespeito à licença GPL do kernel Linux. Dos 8 estudados (Barnes & Noble Nook, Archos, Smart Devices, Apad, Moonse, Eken Group, Pandigital e Gome), só a B&N e a Archos cumprem suas obrigações – e o Nook, como se sabe, não é um tablet.
Por isso precisamos do Nexus One, ou de algum sucessor, por perto, para servir de ‘porto livre’ inclusive para cobrarmos dos fabricantes suas obrigações legais com as licenças livres.
Por isso é uma boa notícia que, escondido no anúncio da troca de telas (AMOLED para SLCD) da HTC, haja a confirmação de que o Nexus One continuará sendo produzido e receberá a nova tela. Verdade que não muda o fato de que as duas únicas maneiras de comprar um Nexus One novo continuam sendo ser um desenvolvedor Android ou via operadoras parceiras; mesmo assim, é a garantia de que o Nexus One continua.
A Motorola confirma ao Engadget que o Droid X é igual ao Milestone: só boota kernels ‘aprovados’. Ao menos eles admitem isso, que ‘nos limitam para o nosso bem’.
Como também admitem que o consumidor pode escolher comprar um telefone que não tenha esta limitação, como o Nexus One; Nexus One, aliás, que terá sua última entrega para o Google – corra para comprar ou então só se você for desenvolvedor ou comprar nas operadoras parceiras, como a Vodafone (que promete Froyo em breve).
E, para terminar, uma demonstração do xPUD, um sistema Linux minimalista (tem só media player e browser!) que, em média, boota em 10 segundos. Também achei perfeito para netbooks menos poderosos.
A boa notícia do dia, em termos de licenciamento, é que a equipe do OpenStreetMap finalmente liberou um draft da sua licença OpenDatabase License Agreement, que cobre o acesso aos mapas do projeto. Para projetos que usam o OpenStreetMap, como o TangoGPS, esta notícia é um grande passo rumo à garantia da liberdade dos mapas utilizados.