Desde o lançamento do Moorestown, ontem, as informações sobre a nova arquitetura da Intel começam a aparecer, e todo mundo passa a ter uma visão mais clara.
O Moorestown (Atom Z6xx) é uma plataformaSoC, e como tal com substanciais diferenças inclusive para os outros chips da família Atom – o suficiente para fazer os true believersacreditarem que o x86 derrotará o ARM e unirá smartphones, laptops e desktops em torno da mesma arquitetura.
De bônus: o ‘Boy Wonder’ Anand Shimpi fez uma análise ultralonga do Moorestown, com informações sobre o ‘SoC-ness’ do Moorestown (alguns vão gritar que o Atom Z6xx não é um SoC por não ter memória in-package), sobre o Moblin/Meego como ‘argumento de venda’ (dica: operadoras), porque a Intel comprou a Wind River, o futuro Medfield e mais um monte de coisas que farão a alegria do povo do chip pr0n.
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Tudo isso pra dizer que a Intel prometeu um smartphone com Meego e Moorestown ainda esse ano – com direito a um update em que a Nokia deixa no ar que ela pode se antecipar à expectativa em seis meses.
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A Intel não respondeu a uma pergunta: se a GPU do Moorestown é a mesma GPU do Poulsbo (PowerVR da Imagine Technologies), e esta GPU tem drivers toscos para Linux… como a Intel vai resolver este problema no Meego?
Para quem estava contando os segundos para o lançamento do LG GW990… não vai sair. Porque o que seria o primeiro telefone com Moblin, e depois MeeGo, segundo a LG “é só um conceito”.
Começando com a cândida confissão da Intel de que o Moblin (e de certa maneira o MeeGo) só surgiu porque aquela empresa de Redmond não consegue fazer um sistema que rode nos Atom.
A Palm avisa que, a partir da terça que vem, os Plus (Pre e Pixi) estarão à venda na França, primeiro na loja online da SFR (oi Vivendi! oi GVT!) e, 15 dias depois, nas lojas físicas.
Por falar em hype, que tal a Sprint convidando para um hands-on do HTC EVO 4G com direito a uma première do filme do Prince of Persia? Porque ninguém me convida pra essas coisas?
Se você acha que as resenhas do HTC Droid Incredible acabaram, thinkagain. Inclusive ressucitando resenhas do irmão HTC Desire.
Já que o Google brevemente distribuirá frozen yogurt para todos… algum desejo?
O CEO do Google acha que os netbooks com Chrome OS deveriam custar entre 300 e 400 dólares. Se vão custar, são outros quinhentos.
Para terminar, a quantas anda o trabalho de portar o Ubuntu para o Zoom2, um board de desenvolvimento OMAP.
Quem falou que netbooks não são bons negócios? A IBM e a Simmtronics vão vender em parceria um netbook a 190 dólares com Ubuntu e softwares IBM Lotus. Por enquanto, só África, mas logo chegando a Índia, Tailândia e Vietnam.
O pessoal do Jolicloud não dorme? Porque eles já mostraram o novo Network Manager, com suporte às VPNs mais populares e detecção plug-and-play de modems 3G.
Finalmente o Intel AppUp, a application store para netbooks, chega ao Moblin… ainda a tempo de aparecer antes da unificação, né?
Tablets parecem ser bem populares entre os fabricantes italianos. Um deles, o Ekoore, lançou o ET10TA, um slate de 10″ com Atom N270, que pode vir de fábrica com Ubuntu.
O OpenPeak ganha um hands-on, agora que chega também aos EUA. (Aliás, já que falamos de OpenPeak, alguém de São Paulo tem um Orby em casa? Tipo, assim, de verdade?)
Ah sim. JooJoo saindo das fábricas, e chegando dia 29 para os moradores dos EUA que o compraram.
Tem eleições para o conselho do Maemo.org, análise sobre as chances do MeeGo na indústria automotiva, dissecação do MeeGo na Linux Foundation Collaboration Summit e Ubuntu/Moblin no novo Dell Mini 10 com Pinetrail (no Japão).
O Dingux agora tem um kernel com suporte a CDC/ECM.
Além de uma nova edição do Maemo Weekly News, dicas para aumentar o tempo de bateria do N900, um link útil se seu plugin Facebook começar a se comportar mal e um interessante jogo que usa detecção de face.
Um boletim do Operation Factory, para fazer o Moblin parte do OpenSUSE.
Primeiro, 10 minutos de LG goodies, estrelando o poderoso GW990 e com participação do andróide GT540.
O esperadíssimo webOS 1.4 finalmente está disponível, com direito a uma aparição nos GSMs desbloqueados (que, imagino, seja um dos motivos para o sucesso do Pre na Telefónica Europe O² alemã).
Empresarialmente, unir Moblin e Maemo faz todo o sentido, porque unifica todos os esforços do “Linux-não-Google”, em torno de coisas que o Google não vai conseguir entregar facilmente: desenvolvimento nativo, utilização de componentes “padronizados” (por exemplo Qt e RPM), aplicabilidade em um campo de dispositivos vasto (netbooks, tablets, telefones etc e tal); e se você se esquece disso, toda hora está sendo lembrados pelos posts de evangelização da Linux Foundation, via Linux.com.
Tenho certeza que a junção do apoio da Nokia à comunidade Maemo e do trabalho da Intel no Moblin (que nunca teve uma comunidade, pra sermos bem honestos) resultará numa comunidade forte (descontentes à parte), apoiada por grandes empresas e capaz de se tornar uma alternativa viável à concorrẽncia.
(Aliás, por este olhar, o MeeGo é muito pior para a LiMo Foundation que para o Android; a LiMo continua sem um grande ‘patrocinador’ no mundo Linux, a ACCESS continua sem convencer os fabricantes a adotarem o ALP, o Emblaze Else continua sem muito crédito e o fracasso do Vodafone 360 não ajuda na hora de convencer as operadoras que elas deveriam adotar as plataformas da LiMo para vender seus próprios terminais.)
Está tudo muito bom, bom, está tudo muito bem, bem, mas realmente, mas realmente…
…existem as questões em aberto.
Porque uma união dessa magnitude pegou todo mundo de surpresa, com um anúncio na MWC? Esse é um problema que não existiria se o Maemo não tivesse uma comunidade, mas a comunidade Maemo já existia, era ativa e, nas comunidades do software livre, ninguém gosta de ser surpeendido com uma mudança dessa magnitude. Pelo menos os líderes da comunidade Maemo, ao que parece, foram avisados.
Quem garante que os planos técnicos para o MeeGo não mudarão? É verdade que quebras de compatibilidade retroativa são fatos da vida no software livre, é verdade que já se sabia que haveria uma segunda quebra seguida no Harmattan, mas de qualquer maneira a Nokia+Intel poderiam pelo menos ouvir o choro dos desenvolvedores e garantir uma estabilidade no MeeGo.
E o N900? Todo mundo já sabia que o N900 era o “step 4 of 5″, um beta do que o Maemo faria nos Nseries da Nokia. Mas outro “beta device”, o T-Mobile G1/HTC Dream, ganhou mais upgrades de sistema do que Google, HTC e T-Mobile gostariam; em vez de ficar no Android 1.1 (que seria o que ele teria mesmo), conseguiu o update para o 1.6 graças à pressão da comunidade. É esta pressão que levou a alguns aparelhos, que de outra forma ficariam parados no 1.5, terem ao menos a promessa (em alguns casos se cumprindo) do 2.1. Já no N900… só as evasivas da Nokia. Hora da pressão da comunidade, certo?
Como acho que voltaremos ao assunto MeeGo muito brevemente, este post fica por aqui =)
Já que os processadores deixam, o pessoal vai pirando nos homes 3D para Android: Mentor Graphics, TAT. Particularmente, não duvidaria do TAT Home parar em alguma medida no home padrão do Android
O Legend sucede o Hero com todo estilo a que tem direito, inclusive corpo unibody de alumínio (olhaí Apple, dá pra fazer unibody e bateria removível!). Pegue seu babador e veja os hands-on do Android Community, do Engadget e do MobileCrunch.