Free the Android

O código do Android finalmente foi liberado. Palmas para o Google.

Os andróides começam a aparecer

Interessantíssima descrição no RegDeveloper de uma apresentação do Android para desenvolvedores. As partes mais interessantes:

  1. O Android subverte o pensamento normal de como se pensa software para telefones. A lógica tradicional é: a fundação são as features (rádio GSM/UMTS, Bluetooth[bb], GPS[bb], Wifi etc), com os drivers em cima; depois adicione a camada de abstração, o sistema operacional[bb], a interface e as aplicações. O Android traz para o mundo da telefonia o raciocínio dos computadores: processador+BIOS, OS, UI, aplicações (incluindo aí voz, dados etc)
  2. Apesar do Android vir “de fábrica” com diversos frameworks, drivers para os dispositivos (BT, Wifi, rádio GSM etc) não é problema do Google, e sim dos fabricantes.
  3. No início só haverá como programar para o Android usando o Dalvik.
  4. Não há nada obrigatório no Android; ODMs, fabricantes e operadores podem trocar, colocar e retirar todos os programas disponíveis (Home screen, contatos, agenda etc).
  5. O sistema é, por padrão, aberto: não é necessária autorização para lançar aplicativos, o usuário pode rodar qualquer coisa no telefone.

É interessante o fato do autor ter entendido que a lógica do Android não é a lógica da telefonia, mas a lógica da computação; o Google é, afinal de contas, originário da computação. Outra conclusão interessante do autor é chegar à conclusão de que o Android ocupará o high-end do mercado, quando todo mundo pensa em lançar telefones mais baratos com ele.

(Aliás, deve ser notado que o SDK será atualizado num futuro muito próximo.)

Outro artigo interessante que apareceu foi da EETimes. A partir da lista de participantes da OHA, o artigo tenta chutar algumas características de um telefone com Android. Tirando a questão do navegador (em que o artigo fala de Opera Mini, apesar do WebKit, hoje, dominar o mercado), tem chutes bem interessantes por lá.

Trolltech move uma peça no xadrez dos consórcios

Via Infoworld, a informação de que Trolltech, Huawei e outros menos votados se associaram à LiMo Foundation tem um quê de interessante, particularmente porque a Trolltech está no meio.

A Trolltech sai da LiPS, onde perdeu a queda-de-braço da especificação, provavelmente para a ACCESS, e viu o Release 1.0 sair propondo GTK+, e vai para um ambiente certamente mais “amigável”, gerando momentum para a LiMo; além disso, ganha aliados na luta contra o massacre de mídia e mindshare que a Open Handset Alliance vem impondo nos dois consórcios de Linux-para-celulares; e, de bônus, fica mais perto da Motorola, onde uma luta interna deve estar sendo travada para migrar para o Android ou ficar com o MOTOMAGX.

Ainda veremos muitos rounds desta luta. Já compraram suas pipocas?

Análise de segunda: O pinguim e a Motorola

A Motorola[bb] é, pelo menos no Ocidente, o grande fornecedor de telefones Linux; portanto, qualquer ação da empresa deve ter atenção redobrada. Como muita coisa vem acontecendo com a empresa do M estilizado, resolvemos dar uma “freada de arrumação” para analisar os movimentos, e aproveitando para inaugurar uma das nossas ‘colunas’, a Análise de Segunda (trocadilho proposital). Vamos lá.

  • A compra de 50% da UIQ, apesar das aparências, afeta pouco o MotoLinux. A Motorola, e isto está claro para todo mundo, considera o Linux como simplesmente uma plataforma para construção de telefones de massa. Pelos telefones anteriores com UIQ da Motorola, e particularmente o Z8[bb], a idéia é reforçar o anêmico high-end multimídia da empresa, muito atrás da concorrência. O máximo que, acredito, possa acontecer é que algum telefone MOTOMAGX um pouco mais high-end sofra um downsizing.
  • A entrada da Motorola na Open Handset Alliance, sim, afeta muito o MotoLinux. E não é simplesmente porque a Motorola vai lançar telefones com o Android, no mínimo porque é “para estar na moda”; existe um risco da Motorola simplesmente diminuir ao mínimo os esforços no seu próprio MAGX e virar ‘customizadora do Android’. Sim, já são 4 anos de experiência no EZX e depois no MAGX etc etc e tal, mas tendo em vista a crise na empresa, nunca se sabe se os executivos novos vão preferir tomar o prejuízo e mudar de plataforma, ainda mais que o Java, linguagem predileta da equipe Linux da Motorola, é a “linguagem nativa” do Android.
  • A mudança na alta cúpula da empresa muda quase nada esse quadro. Afinal, a equipe continua praticamente a mesma.
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