Pinguins Móveis

...Seguindo o Linux nos dispositivos portáteis

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Linux + Samba: o caso Welland ME-747ANS

Saturday, February 6th, 2010

No mundo dos gigabytes de mídia, dos superphones, dos netbooks, dos tablets e das pessoas trocando desktops por notebooks, ter um NAS em casa não é nada do outro mundo; felizmente esta tendência começa a chegar ao Brasil. E como Linux+Samba é uma combinação imbatível em se tratando de storage[bb], temos mais pinguins disponíveis para entrarem em nossas casas.

Um bom exemplo é o Welland ME-747ANS; um NAS barato (paguei 250 reais) e que conta com uma série de recursos interessanes: aceita um disco SATA[bb] 3,5″, suporta rede Ethernet 10/100 (mas pode ser plugado a uma porta USB 2.0, já que tem cabo), tem USB Host (permite a ligação de um outro dispositivo USB) e um host eSATA; o disco pode ser formatado em FAT32 ou XFS (apesar da caixa falar em EXT3), tem servidor Samba, FTP e UPnP, além de cliente BitTorrent.

Welland ME-747ANS: a caixa

Welland ME-747ANS: a caixa

O conteúdo da caixa: o NAS em si, um cabo USB, um cabo eSATA, um cabo de rede, um pedestal e a fonte de energia.

Welland ME-747ANS: o que vem dentro

A instalação é bem simples: coloque o disco no NAS, plugue o NAS no seu roteador e na tomada, ligue o NAS, entre na interface de administração via HTTP (se a sua rede não tiver DHCP, o IP padrão é 192.168.16.1; se tiver, você vai ter que descobrir qual IP o seu NAS ganhou) como admin e pronto.

Welland ME-747ANS: a interface

Formatei o disco em XFS, criei as contas de usuário, coloquei os pontos de montagem Samba no desktop e… que beleza, simples e rápido.

Não tive problema algum de velocidade para ver vídeos e ouvir músicas a partir do NAS, mesmo estando numa rede 100Mbps.

Só de pirraça, escaneei o NAS com o velho e bom nmap.

Welland ME-747ANS: o nmap

Certamente que não é o NAS mais rápido/mais poderoso do mundo, mas para um ambiente doméstico resolve o problema de compartilhar mídia de maneira simples e elegante.

O julgamento do Engadget

Tuesday, January 19th, 2010

Sim, a hora do N900 passear com os tubarões chegou.

O primeiro tubarão é o Engadget, que pôs no ar sua grande resenha. Vá e leia; não vou soltar spoilers aqui :lol:

A superresenha

Tuesday, October 27th, 2009

Graças a um conhecido das páginas deste blog, o pessoal do FreeBird pode fazer seu (p)review do N900. Sem favor algum, a melhor resenha já feita sobre o N900 em toda a internet.

Resenha: Novadata ND10 e KeeP OS

Tuesday, October 20th, 2009

Introdução

Precisava substituir meu EeePC 701; queria algo com 2GB de memória a um preço bacana, o que me levou a procurar por netbooks com Vista Starter ou Linux (como se sabe, nenhum netbook com XP pode sair com mais de 1GB de memória). Uma boa oferta e vir com Linux “de fábrica” (o KeeP OS, da KeeP Software) me levou a comprar o Novadata ND10.

(Entendam esta resenha como um conjunto de notas soltas, por isso não terá uma conclusão.)

O unboxing

O netbook em si vem numa caixa bem simples; dentro, só os acessórios mais básicos (bateria e carregador), além de um manual em inglês do OEM original (não sei quem é), um folheto de garantia e um cartão que dá direito a suporte do fornecedor do sistema; uma capinha protetora, por mais simples que seja, seria um bom agrado.

Caixa do Novadata ND10Unboxing do Novadata ND10

Hardware

O ND10 não tem nada de extraordinário: tela de 10″ 1024×600, Intel Atom N270 de 1,6GHz, 2GB de memória, 160GB de disco, vídeo Intel 945GM, 3 portas USB, leitor SD, bateria de 3 células de 2200mAh, câmera de 1,3 megapixel, peso de 1,1Kg.

O acabamento é naquele terrível black piano, ou seja, atrai dedos gordurosos e coisas do tipo.

O ND10 é, compreensivelmente, maior que o EeePC original; minhas mãos gordinhas agradecem, apesar do teclado não ser tão espaçoso quanto o da série EeePC 1000. O teclado, aliás, cumpre seu papel sem muito atrapalhar.

Novadata ND10 x EeePC 701Novadata ND10 x EeePC 701

Não gosto de touchpads em geral, e não gosto de botões únicos, em que você tem que clicar à direita ou à esquerda; preferia dois botões separados.

A tela é bem visível e também não compromete.

Software

Como já dissemos, o software é o KeeP OS; na primeira vez que o computador é ligado, depois de um tempo, uma voz dá as boas-vindas e oferece umas vídeo-aulas.

KeeP OS

O KeeP OS é uma customização do Debian (squeeze/sid), com GNOME 2.26, kernel 2.6.29, FirefoxIceweasel 3.0.9, BrOffice 3.0.1, Skype e Sun JRE 6, entre outros. O sistema boota direto no usuário keep, usa a senha KeeP para se logar como root e o sudo não exige senha.

(Um detalhe importante é que uma parte do disco fica alocada em uma partição para o KeeP Quick, permitindo uma recuperação rápida do KeeP OS em caso de problemas.)

Dos problemas do sistema…

  • Não há como desbloquear o chaveiro do GNOME e, portanto, guardar senhas de redes sem fio WEP ou WPA; tentei a senha KeeP para desbloquear o chaveiro e não consegui.
  • O sistema não é atualizável por uma bobeira da KeeP Software…

Doh...

Fora isso, um excelente trabalho de customização, auxiliado por uma máquina bem padrão e, portanto, muito bem suportada no Linux.

O KeeP OS padrão mais a bateria de 3 células e 2200mAh dão 1:50h de autonomia para o ND10, numa situação ‘normal’ (navegação na internet com vídeo no YouTube/música muito ocasional).

Testei o preview 2.1 do Moblin e tudo funcionou a contento, com o Moblin reconhecendo tudo; aliás, talvez faça uma resenha do Moblin 2.1.

Baú do Cesar: review tosco do E680(i)

Monday, March 10th, 2008

Publicado originalmente em 2006. Mantido como original. Este é o 100º post do Pinguins Móveis.

1) O início do começo

Um objetivo que eu queria alcançar neste 2006 era ter tudo o que fosse possível rodando em Linux, entre outras coisas pra poder esculachar troll idiota :lol: . O A768i já estava cumprindo esse objetivo, no entanto num dos meus inocentes passeios pelo MercadoTrash achei um E680 sendo vendido bem barato…. não resisti :P

Bom, esse é um review do Motorola E680, smartphone da segunda geração de telefones EZX, a interface de smartphones Linux da Hellomoto. Não é definitivamente um telefone fácil de achar, já que foi vendido somente na Ásia. Foi posicionado no mercado de musicphones. Ao contrário da maioria dos telefones com suporte a memória externa, usa cartões SD. E, felizmente, não tem um acrônimo idiota de 4 letras maiúsculas, tão ao gosto da Motorola de uns tempos pra cá.
(De passagem: RAZR até é criativo e tal, mas aí começou a esculhambar… ROKR, PEBL, SLVR, SCPL, RIZR, KRZR etc etc etc. Como diria o Borbs, Shiloh nos defenda! Ou então vou passar a assinar CESR CRDS.)

1.1) Um aviso importante

Como o meu E680 foi devidamente flashado com o firmware do E680i, em termos de hardware falo do E680 e em termos de software falo do E680i.

Não entendeu? Relaxa que entende ;-)

2) A primeira impressão é a que fica

A primeira impressão do E680 é que ele é um tijolo, no sentido figurado E TAMBÉM no sentido literal. Tijorola style, yeah! Comparando com o A768 e o Siemens A60, nota-se como ele é maior, mais gordo e mais quadrado:

Motorola E680, Siemens A60 e Motorola A768i (1)

Motorola E680, Siemens A60 e Motorola A768i (2)

Comparando com o GP2X, que é grande, afinal é um videogame:

Motorola E680 e GP2X

Como em todos os telefones da linha EZX, teclado é pros emos. Touchscreen na veia! Apesar do navegador nas 5 direções, grande parte das operações é feita mesmo usando a stylus (retrátil, por sinal, odeio “di cum força” stylus retrátil) ou então o dedão mesmo, quando assim se permite (ex. discando).

O telefone é meio pesadinho na mão, imagino que colocar um telão e alto-falantes estéreos tenha um custo em termos de peso, então parece que você está falando num tijolo. Não é assim um sidetalking, mas definitivamente não é fashion. Garotas chiques, divas, l33t coders, advogados sérios não o usariam. Tá, advogados sérios talvez usassem a linha P da Sony Ericsson, que também são telefones-tijolo e uma interface gráfica baseada em toque na tela. E l33t coders certamente hackeariam o telefone. Ou não.

O conector de energia/dados é o bom-e-velho miniUSB, embora o E680 infelizmente só suporte USB 1.1. O conector do fone de ouvido é de 2,5mm, o que significa que não rola usar aquele fone de ouvido poderosão, pelo menos sem o adaptador para 3,5mm; isso é uma falha grave para um musicphone.

3) O áudio e o vídeo

O E680 é vendido como um musicphone, or isso tem som estéreo e um fone de ouvido estéreo (que parece um tamborzinho e não ficou bem no meu ouvido) que também serve como hands-free e antena de recepção de rádio FM. O som é muito bom, com um SD bem grande rola de jogar seu audio player no canto. Também não faz feio em termos de recepção de rádio FM, como também em termos de vídeo. O chato é o RealPlayer, que só toca MP3 e RM; para qualquer outra coisa, é necessário usar um outro player como o OZXPlayer e o ePlayer.

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4) Usando o bichinho

A interface de usuário do EZX, apesar do E680 ter um navegador de 5 direções, é baseada em touchscreen. UI baseada em touchscreen, como se sabe, é ame-o ou deixe-o. Pessoalmente, vindo de um A768, já me acostumei com isso. O povo que vem de PDA, ou mesmo que usa interfaces de smartphones orientadas a touchscreen como UIQ está acostumado, mas acho que o povo que vier de Nokia Series 60/80 vai apanhar barbaramente.

No caso do firmware do E680i, temos algumas inovações em relação ao do A768; é mais fácil reduzir a utilização da tela de toque ao mínimo necessário, e finalmente temos uma “homescreen”, mesmo que fraquinha:

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Eu sou fã de homescreens, é uma maneira sensacional de ter aquela visão completa de como está seu dia.

A tela de programas é a clássica do EZX:

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Dos programas de PIM, o que mais modificou em relação ao A768 é o Calendário. É possível criar compromissos em datas como “primeira segunda do mês”. Em termos de funcionalidades, está chegando perto do seu ‘primo’ do PalmOS. E você pode classificar os eventos por cor:

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E, sim, sincroniza via SyncML. Só que só aceita sincronização OTA (Over-The-Air).

Em termos de mensagens, a única diferença é que agora você envia SMS e MMS na mesma tela de composição de mensagens. Bem melhor. Do resto, o tecladinho-de-catar-tecla-com-a-stylus e o reconhecimento de escrita continuam lá, firmes e fortes.
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Sobre o uso do SD: felizmente é hot-pluggable, ou seja, não precisa desligar o telefone para trocar de SD. Só que o firmware original do E680 não gostou do meu SD de 2GB (WTF?). O firmware do E680i aceitou alegremente.

O chato é que o E680, como já disse, é USB 1.1. Transferir 2GB numa conexão USB 1.1 é um sofrimento. Leitor de cartão USB 2.0 nele!

Só uma última palavra: o firmware do E680i é lento. MUITO lento. Irritante.

5) Estendendo o telefone

Ao contrário do A768, a Motorola desestimulou o modo USBLAN no E680; “de fábrica”, os modos são USB Modem e USB Mass Storage. No entanto, é possível acessar o telefone via USBLAN com um hack; a vantagem é de poder acessar o telefone via telnet ou o seu conteúdo via Samba sem desabilitar a maioria das funções; uma das reclamações do modo USB Mass Storage é justamente desabilitar quase todas as funções do telefone.

Como em toda a linha EZX, a Motorola tenta forçá-lo a usar apenas J2ME; no entanto, não conseguiu dobrar os desenvolvedores, que inventaram maneiras (MPKG e NEO Installer) de instalar aplicativos nativos no E680 (e, também, no A780 e no A1200/Ming). E dá-lhe MotorolaFans.com :)

O E680 permite utilizar temas; como usuário GNOME, instalei o excelente tema GNOME Bluecurve.

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6) Finalizando…

É um telefone para as massas? Não. É um telefone que tem um público específico, com uma construção bem particular. No entanto, apesar de ser feito para o mercado de áudio e vídeo móvel, com alguns hacks (MotorolaFans.com é seu amigo) é um excelente smartphone, mesmo para quem não conhece nada de Linux (a Motorola esconde o máximo possível o coração Linux dos EZX).

É uma pena que a Motorola só vendeu esses telefones Linux/EZX, com a exceção do A780, na Ásia. Se bem que parece que o A1200 vem para o Brasil.

Ah sim. Celular, roteador wireless, dois computadores, videogame, tudo roda Linux. Vai encarar? :P