Mais um dia ruim para a Nokia. Nenhuma novidade, a Nokia não tem dias bons desde o infame 11 de fevereiro de 2011. Mas este 14 de junho de 2012 não é simplesmente ruim. É o dia em que a Nokia morreu.
Sim, eu sei, a Nokia Oy continua existindo. Continua viva, agora como uma simples integradora de soluções Microsoft, temperada com algum S40 e (inexplicavelmente) o Qt. No entanto não acho que esta Nova Nokia chegue a 14 de junho de 2013; a compradora mais óbvia não quis, a compradora mais citada não quis mas não tenho dúvida de que a Nokia será comprada por alguém – e só nos resta rezar para não ser um patent troll.
Mas este blog não é de negócios. É de tecnologia. E, em termos tecnológicos, a Nokia morreu hoje.
A Nokia que morreu hoje foi a Nokia que popularizou o telefone celular digital, a Nokia que conectou o mundo, a Nokia que criou sucesso atrás de sucesso, a Nokia que criou o smartphone, a Nokia que não tinha medo de inovar.
E este blog, que surgiu também inspirado pelo trabalho pioneiro da Nokia com Linux, e que acompanhou toda a saga que envolveu Maemo, Meego, Qt e o nem nascido mas já morto Meltemi, está de luto.
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Dentro desta nova realidade, a única explicação para a Nova Nokia continuar a manter o Qt, uma toolkit que não tem nenhum cliente interno (tem na RIM, tem no KDE, mas não tem na Nokia), é ainda não existir uma Qt Foundation organizada. Assim que existir, a Nova Nokia vai simplesmente riscar o Qt da sua vida e ficaremos assim.
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E como fica o suporte ao N9? Vai sobrar alguém na Nokia que saiba pelo menos ler código do Harmattan depois do corte de 10000 empregos?





